"Vendendo a alma pelo poder"

"Vendendo a alma pelo poder"

É impressionante! Mas, na política, selar um pacto com Satã não é mais aquela coisa tão difícil de épocas passadas.

Pelo poder, muitos nem precisam mais ir aos "cafundós do judas" para ter uma consulta com um pai de santo sinistro, maldoso, agourento,... Impiedosamente funesto! Não, de jeito nenhum!

No competitivo mundo político em que vivemos na busca do poder pelo poder sem cerimônias, xingando-se mutuamente e depois se abraçando com a cara lavada, um pacto com Lúcifer é a "carta na manga" que muitos precisam para chegar ao topo de forma gloriosa. E sem pensar na queda da altura.

Como professa Eduardo Gianetti, no seu livro "Felicidade", "vivemos em meio a um aterrador crepúsculo espiritual”. E vender a alma em troca do poder, hoje, é a coisa mais natural do mundo. Nem que seja imoral e "terrivelmente" simples.

Cuidado! Não custa nada uma leitura ao livro "Auto-Engano", do próprio Gianetti, que diz: "Sem o auto-engano a vida seria excessivamente dolorosa e desprovida de encanto". Entretanto, segue Gianetti, "é preciso analisar os caminhos que nos levam ao auto-engano. Para encontrarmos a origem de grandes conquistas e alegrias; e, também, a origem dos sofrimentos que muitas vezes causamos a nós mesmos e às pessoas que nos cercam".

Portanto, a alegria no presente e o sofrimento no futuro pelo "vender a alma pelo poder" vem com uma consequência dolorosa: na hora em que a porta entre a ilusão e a realidade for aberta, literalmente escancarada!

Porque "mentimos para nós mesmos e acreditamos, na mentira, como se verdade fosse" (Gianetti).

Conclusão: no "vender a alma pelo poder" fica difícil é saber quem enganou quem! Inclusive a Satã!
 

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