JK traidor?
Em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, o deputado neopetista Flávio Nogueira (PI) comparou Jair Bolsonaro a Juscelino Kubitschek. Mas não para elogiar o ex-presidente.
Nogueira afirma que Kubitschek foi um traidor da pátria, por sua postura em 1964, colocando-se ao lado dos golpistas.
Faltou às aulas
O dr. Flávio, homem inteligente até, ou faltou às aulas ou não compreendeu a História. Chamar JK de traidor, no contexto de 1964, deve incluir na lista também Ulysses Guimarães, que apoiou a ação golpista, mas, arrependido, liderou a oposição e chegou ao fim da vida como “Senhor Diretas”.
Erro total
Flávio Nogueira erra porque JK fez o que políticos normalmente fazem: aproveitou o momento. Todos sabem que haveria eleições presidenciais em 1966 e que estas seriam mantidas pelos militares – que obviamente mentiram sobre suas intenções reais, já que não queriam afastar um presidente populista de esquerda. Queriam era o poder. Nessa, JK perdeu a aposta futura de se eleger presidente, e perdeu ainda os diretos políticos.
O começo do fim
O deputado federal do PT do Piauí, se lesse mais sobre JK – há dezenas de livros sobre o ex-presidente – poderia se dar conta de quando da morte dele, em 1976, o funeral em Brasília se tornou o primeiro grande ato público a iniciar a ruína da ditadura militar.
Ou seja, se JK foi traidor, o conceito aplicado precisa ser revisto.
Junto e misturado
Convém que se lembre que os atuais e anteriores detentores do poder político no Brasil mantém cordiais relações com gente que era da copa e cozinha da ditadura.
Veja o caso de Júlio César Lima, que foi prefeito biônico de Guadalupe escolhido pelos militares. Hoje é amigo amicíssimo do PT, tendo até colocado a esposa, Jussara Lima, como suplente de senadora de Wellington Dias.
Estultices verbais
Leia aqui a verborraria do deputado Flávio Nogueira
As moedas de prata
Grupos de whatsapp estavam escolhendo o Judas deste sábado de aleluia para ser malhado.
Olha ele aí
Jeová Alencar, o político que até o último minuto elogiava o prefeito Dr. Pessoa, ganhou dele a presidência do Republicanos, partido que depois tomou para com ele ser vice de Silvio Mendes, parece ser o grande judas das eleições de 2024.
Lealdade
Resta saber se Silvio Mendes está ciente do nível de lealdade do seu entorno.
Jeová já dá sinais na pré-campanha que quer mesmo é o cargo de prefeito.
Quanto custou a vice?
Não se sabe se por um acordo, ou colando as mesmas manobras que prejudicaram a gestão de Pessoa.
O certo é que, para alguém tão experiente, deixar um mandado de deputado para possivelmente ser vice, não deve ter sido por 30 moedas de prata.
Democracia vive
A democracia na visão do povo tem 71 por cento como melhor forma de governo.
Se dependesse dos políticos que mudam de posição como nuvem, como diria Ulysses Guimarães, o país já teria mudado de regime várias vezes.
Crime e economia
Em artigo publicado neste domingo em O Estado de S. Paulo, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirma que “o crime mata pessoas de bem e pode ser fatal para o futuro da Nação. Afasta investimentos que geram emprego e renda, rouba a riqueza do País pela insegurança e pelo medo”.
O terror de Fábio Novo
Da fase do humor para coisa séria: Wellington Dias não pode mesmo sair às ruas de Teresina para pedir voto para Fábio Novo.
Pesquisa Data AZ perguntou e o povo disse que ele atrapalha mais que ajuda. Ou seja tira votos do candidato.
Veja detalhes no www.portalaz.com.br
Voto pro amigo
O ex-ministro, ex-governador e senador (duas vezes) Hugo Napoleão voltou à ativa da política piauiense.
Está nas redes sociais pedindo votos para seu exajudante de ordens coronel Fernando para a presidência do Iate Clube de Teresina.
Napoleão cobre o hoje coronel de elogios.