O LIXO, O PADRINHO E O DEPOIMENTO
O depoimento
Nesta sexta, Vicente Moreira — engenheiro, presidente da Eturb e improvisado porta-voz da sujeira municipal — promete revelar o roteiro da novela do lixo de Teresina.
Spoiler anunciado: a culpa virá com CEP do Planalto e complemento piauiense.
Brasília manda, aliados locais executam e o povo continua tropeçando em sacos pretos na porta de casa.
Os bastidores fétidos
O “Rei do Lixo” José Marcos de Moura (com passagem pelo xilindró como credencial),
reaparece como figurante de luxo — de olho gordo na coleta milionária da capital.
Padrinhos honorários
Hugo Motta e o tigrão circulam como padrinhos honorários, provando que resíduo sólido é moeda política líquida.
Licitações nanicas, apadrinhamento gigante
Nos certames passados, desfilaram Litucera, Via Ambiental, Recicle e Aurora — empresas do porte “meu primo garante”.
Cada uma carrega seu santo protetor no bolso do paletó; nenhuma consegue seduzir as gigantes do setor. Resultado: edital pequeno, lobby grande, e Teresina presa ao ciclo “firma quebrada, contrato aditivado”.
A pergunta que não cala, mas cheira
Se a coleta vale centenas de milhões, por que grandes grupos nacionais de peso fogem do pregão? Talvez porque, na terra do chefe do Centrão, o lixo só muda de caminhão — o esquema permanece. Investidor gosta de transparência; padrinho, de penumbra. A escolha, por ora, segue óbvia.
Moral da sarjeta
Vicente Moreira pode até ensaiar um discurso técnico, tabelas na mão, mas a plateia já adivinha o enredo: enquanto o lixo render voto e comissão, Teresina continuará fedendo a promessa. E o cidadão, paga imposto sorrindo e coleta chorando — refém de um roteiro cujo final ninguém ousa reciclar.
Cabe ao prefeito Silvio Mendes ouvir quem sabe das coisas e dar um basta nisso.
ABL, TRUMP E KASSAB
Surpresa na Rua do Passeio
A Academia Brasileira de Letras, enfim, abre a porta para uma romancista negra que cutuca escravidão, racismo e Brasil real. Ana Maria Gonçalves, autora de Um defeito de cor, agora é imortal. Há quem celebre “diversidade”, há quem cochiche “cota literária”. Fato é: A ABL foi fundada por um negro. A Casa de Machado de Assis ganhou novamente cor. O velho teto vai ter de ouvir samba misturado a latim.
O grito do goiano
Ronaldo Caiado vestiu a farda retórica e puxou o freio de mão da diplomacia bolivariana made-in-Palácio do Planalto. Para ele, Lula não está inovando; apenas faz cosplay de Hugo Chávez: cutuca os Estados Unidos, bate no Congresso e convoca uma nova “guerra de classes” – tudo isso embalado no discurso da soberania traída. O goiano, que já viu populismo se autodestruir mais de uma vez, avisa: “Não confundam as declarações de Lula com o pensamento do Brasil.”
Manual Hugo Chávez pocket edition.
Velha cópia
Segundo Caiado “Lula segue à risca o que Hugo Chávez fez na Venezuela.
O presidente acorda, escolhe um inimigo estrangeiro, esbraveja em rede nacional e posa de libertador tropical. Foi assim em Caracas antes da prateleira vazia e da inflação insolente. Aqui, o script repete-se: o Planalto faz bravata; o dólar responde com um salto duplo e, de lambuja, a gasolina sorri no posto de esquina. Luta de classes patrocinada com dinheiro alheio
O assalto
Segue o governador goiano:
“Depois de assaltar aposentados, Lula quer inflamar pobres contra ricos.”
Primeiro, confiscou reajuste, esticou déficit e distribuiu cargo para militante graduado. Agora, convoca o proletariado a bater panela contra o “inimigo elitista”. Detalhe: quem banca o show é o mesmo pagador de imposto que Lula jurou proteger. Populismo de auditório sempre sai caro – e o auditório somos nós.
Turbulência na Embraer
A Embraer corre para recalcular rotas: o tarifaço de Trump encarece cada E-Jet e ameaça colocar o Vale do Paraíba no modo “voo de galinha”. Enquanto engenheiros fazem conta, Brasília ainda brinca de bravata anti-EUA. Se o Planalto não pousar o discurso, o eixo da turbina vira eixo do desemprego — e não há paraquedas para a arrogância diplomática. Quem sonhava com queda rápida dos juros vai ter de dormir de ventilador ligado.
O BC e o medo
Gabriel Galípolo, diretor do Banco Central, resumiu o sufoco: a inflação furou a meta porque o PIB ferve e o câmbio sopra ar quente. Consumo forte, dólar buliçoso, preços queimando a língua do mercado.
A tesoura nos juros fica guardada; por ora, só gelo na testa e paciência na poupança.
Contêineres vazios
A tarifa de 50 % transforma lucro em pedágio e confirma a velha regra: quando a política externa vira palanque, quem paga não é o orador. Os 10 produtos impactados com o tarifaço de Trump: Café, Carne bovina e de frango, Suco de laranja, Petróleo bruto, Aeronaves e partes, ferro e aço, materiais de construção, madeira, máquinas, motores e eletrônicos.
Sanção ou bravata?
Fontes do governo Lula chamam o tarifaço de Trump de “sanção com motivação política”. Na prática, é um carimbo diplomático que tenta elevar imposto a ato hostil — e, assim, justificar contra-ataque. Mas diplomatas da velha guarda soam o alarme: responder no mesmo tom pode trocar prejuízo comercial por crise institucional.
Au, au
Enquanto Lula precisa de cada ponto de aprovação para não encalhar no pior índice de popularidade, Janja resolve testar o limite do deboche. Quem são os vira-latas da primeira-dama que ela procurava no Planalto?
Ciro cutuca onde dói
Ciro Nogueira afiou mesmo sua língua. O ex-ministro da Casa Civil - o filho 05 de Bolsonaro, segundo o secretário Marcelo Nolleto - deu uma bronca pública no atual ocupante da Casa Civil, Rui Costa:
“Ministro Rui Costa, sua função agora é tirar o Brasil da encrenca em que o radicalismo da diplomacia do PT enfiou o país e não ficar batendo boca com o governador de São Paulo. Vai trabalhar!”
A imaginação popular completaria: …vagabundo!
Olha quem vem aí!
Gilberto Kassab deve estar hoje em Teresina, no encontro do PSD promovido pela família Lima, no Centro de Convenções.
Júlio Cesar, Jussara e Georgiano vão mostrar o tamanho do partido e força da família para 2026.
Teresinha Rego
Faleceu em Barras, dona Teresinha Rego Damasceno, 85 anos.
Ela é mãe do delegado de Policia Civil, Sergio Rego, do ex-deputado Manin Rego e do servidor fazendario Antonio Filho.
Aqui fica os pêsames de todos os jornalistas que fazem a coluna a familia.