Que ação pública?
O calor chegou com força a Teresina, mas governador e prefeitos parecem tratar a elevação das temperaturas como fenômeno inevitável. Ninguém controla a natureza, evidentemente. O poder público, porém, pode reduzir seus efeitos com arborização, parques, sombra, materiais urbanos adequados e planejamento. O clima mudou. A gestão também precisa mudar.
Cidades venceram o deserto
Dubai e Abu Dhabi transformaram áreas desérticas em cidades com extensas áreas verdes, infraestrutura moderna e soluções de adaptação ao calor. Riyadh também mantém grandes projetos de arborização urbana. Nenhuma dessas cidades eliminou o deserto, mas mostrou que engenharia, planejamento e investimento conseguem tornar ambientes extremos mais habitáveis. Teresina pode aprender com esses exemplos.
Teresina precisa de projeto
Teresina está entre as capitais brasileiras mais castigadas pelo calor e não pode repetir, todos os anos, o discurso de que “é coisa da natureza”. Uma equipe multidisciplinar de engenheiros, arquitetos, urbanistas e especialistas em clima poderia elaborar um plano permanente de adaptação térmica. Recursos existem para muitas obras. Falta transformar o calor em prioridade de governo, antes que a cidade pague uma conta ainda maior.
Marítimos no ar
A aventura portuária em que se envolveu o governo do Estado vai acumulando custos. Um deles é o fretamento de aeronave pela Companhia de Terminais, Portos e Hidrovias do Piauí para transporte aéreo, mediante disponibilização de aeronave e tripulação habilitada, para deslocamento de práticos e operadores marítimos.
É de R$ 30 mil o valor pago à empresa North Star Táxi Aéreo, de Eusébio, zona metropolitana de Fortaleza.
Detalhe
A contratação da empresa de táxi aéreo para o transporte de práticos e operadores marítimos atende a uma determinação da autoridade marítima, ou seja, da Marinha do Brasil.
E, como a aeronave veio da zona metropolitana de Fortaleza, depreende-se que o governo do Piauí pagou pelos serviços dos práticos e demais operadores marítimos.
Nota explicativa
Prático, em atividades portuárias, é o profissional autônomo essencial que assessora o comandante na manobra e condução segura de grandes navios em canais de acesso, áreas restritas, atracações e desatracações.
Remuneração
Segundo reportagem do jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza, veiculada em dezembro de 2020, um prático de navios no Brasil, incluindo os que atuam na região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (na Grande Fortaleza), recebe remunerações mensais que variam geralmente entre R$ 50 mil e R$ 300 mil, dependendo do volume de manobras, do porte das embarcações e da escala da zona de praticagem.
ORAÇÃO DO DIA!
Oi, Deus! Houve momentos em que Te clamei em oração com a minha voz, outros com as minhas lágrimas e outros ainda com o meu coração dilacerado. Mas em todos eles, o Senhor ouviu o meu clamor e me ajudou. Amém! 🙏🏻
Versículo do dia:
“Eu gritei, pedindo a sua ajuda; então o louvei com hinos.”
(Salmos 66,17)BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏
Quadra antidrogas
Uma quadra esportiva com orçamento estimado em R$ 321.620,93 vai ser construída na localidade Angical, zona rural de Dom Inocêncio, pela empresa Castro e Dias Engenharia, sob contrato com a Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas e Fomento ao Lazer Saudável.
Calçamento
Por sua vez, a Secretaria de Irrigação vai pagar R$ 703.628,04 à empresa Construtora Alpe por obra de 4.865 metros quadrados de pavimentação em paralelepípedo na zona rural de Socorro do Piauí.
Pedra tur
A cidade de Palmeirais, que não é listada como de interesse turístico, vai receber obra de pavimentação em paralelepípedos no valor de R$ 998.889,86, pagos pela Secretaria de Turismo à empresa Almeida Serviços de Engenharia.
Mais pedra
R$ 749.875,49 é quanto a Secretaria de Defesa Agropecuária vai pagar à Construtora Cecy por obra de 4.998 metros quadrados de pavimentação em paralelepípedo em ruas da zona urbana do município de São Julião.
Reforma
Em boa hora, a Fundação Antares vai fazer uma reforma em regra nas suas instalações. Apesar das placas de acrílico que dão ao prédio-sede da entidade mantenedora das emissoras educativas do Piauí uma aparência renovada, o prédio em si precisava de uns bons reparos.
A obra deve custar algo em torno de meio milhão de reais.
O rateio
A prática de se destinar a um deputado ou qualquer político uma secretaria ou outro órgão estadual nasceu com o PT.
O deputado, por exemplo, passa a apoiar o governo e passa a nomear apaniguados e a construir de tudo.
Das obras, ele fica com parte do dinheiro.
E emprega quem quer com “cabo rachado”.
Aplicativos terão alertas sobre ISTs
Aplicativos e sites de relacionamento poderão ser obrigados a informar usuários sobre prevenção, transmissão, sintomas, riscos e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis. A medida está no PL 1.042/2020, aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática do Senado. O texto seguirá para a Comissão de Assuntos Sociais. A proposta transforma plataformas de encontros também em espaços de informação em saúde pública. E, por falar em campanhas, quando os governos Estadual e Federal sairão do marasmo para desenvolver campanhas sobre o tema?
OIT avança no Senado
A Convenção 187 da Organização Internacional do Trabalho, voltada à segurança e à saúde no trabalho, avançou no Senado. O texto estabelece um marco para políticas nacionais de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara e agora tramita no Senado. A discussão recoloca no centro das políticas públicas a prevenção de riscos e a proteção dos trabalhadores.
Valdemar tensiona direita
Valdemar Costa Neto voltou a colocar a direita brasileira sob tensão ao comentar a escolha de Tarcísio de Freitas para o governo de São Paulo. Em entrevista à Jovem Pan, o presidente do PL afirmou ter questionado a decisão de Jair Bolsonaro. A declaração ganha peso diante da disputa sobre os rumos do campo conservador para 2026. Mais que uma crítica pessoal, o episódio expõe divergências dentro de um grupo que tenta organizar sua estratégia eleitoral.
Redes miram Congresso
O movimento nas redes contra parlamentares classificados como “inimigos do povo” revela uma insatisfação crescente com o Congresso. O problema é que indignação digital não substitui avaliação política. Para o eleitor, o desafio será separar propaganda de desempenho: acompanhar votos, projetos apresentados, presença, gastos e posicionamentos. A eleição pode transformar a revolta das redes em cobrança nas urnas, mas somente se houver informação suficiente para distinguir crítica legítima de campanha política.
Data centers cobram nova conta
A expansão dos data centers no Brasil aproxima tecnologia e energia renovável, mas também levanta uma questão incômoda: quem pagará pela infraestrutura necessária para atender ao crescimento do setor? Reportagem do Intercept Brasil e da Mongabay aponta forte avanço dos pedidos de conexão à rede elétrica. A expansão da inteligência artificial aumenta a demanda por eletricidade e pode transformar a conta energética em uma disputa econômica e ambiental.
Trump deixou Turquia sob sigilo
Donald Trump deixou a Turquia em uma operação secreta de segurança após autoridades americanas identificarem uma ameaça atribuída ao Irã. Segundo o Washington Post, o presidente foi retirado discretamente do Air Force One e levado a outra aeronave, enquanto a aeronave presidencial serviu como espécie de despiste. O episódio mostra o nível de preocupação das autoridades americanas com possíveis ameaças contra o presidente.
BRICS acelera integração financeira
O BRICS discute conectar sistemas de pagamentos rápidos e moedas digitais emitidas por bancos centrais. A informação foi divulgada pelo presidente do Banco Central da Índia, Sanjay Malhotra. A proposta busca facilitar pagamentos internacionais e reduzir custos nas transações entre os países. Ainda não existe uma moeda única do bloco, mas a integração das infraestruturas financeiras pode alterar gradualmente a forma como negócios são realizados entre economias emergentes. É uma mudança com potencial estratégico para o comércio internacional.
Milei enfrenta o custo social
A Argentina virou palco de uma disputa política sobre os efeitos do programa econômico de Javier Milei. Relatos de famílias recorrendo a trocas de produtos e enfrentando dificuldades para comprar alimentos alimentam a crítica ao ajuste. Ao mesmo tempo, os indicadores oficiais mostram queda expressiva da pobreza em relação ao pico de 2024.
O contraste é o ponto central da discussão: a recuperação de alguns indicadores macroeconômicos não elimina automaticamente a pressão sobre quem continua enfrentando perda de renda e vulnerabilidade social.