Quem o é? Todo aquele possuidor de juízo e retidão. Acorda e percebe o quanto o Brasil anda desgovernado e tornando-se uma terra sem leis? Com leis, mas sem nenhum nexo de comprometimento com quem não tem nenhum arcabouço estrutural? E o processo burocrático cada vez mais se acentua? Quantos não ficam “pelo meio do caminho” devido a não terem o mínimo necessário pra arcar com taxas, fotocópias e reconhecimento de documentação? E é em qualquer âmbito não é apenas nos poderes executivos, judiciário, legislativo e eclesiástico. Muita gente desiste, não “aguenta o tramite burocrático”. Todo atento observador percebe o quanto o país anda endividado e o seu povo cada vez mais “perdido em todos os âmbitos e em todos os sentidos da vida”!
O atento observador? Chega a conclusões óbvias perante fatos e acontecimentos, que o sistema é feito pra “matar pelo cansaço”. Eis o motivo de tanto se ouvir a frase: persevere e chegue até o final. Quantos e em quê situações já ficaram pelo meio do caminho? Inúmeras pessoas. E daí começam a derivar toda uma problemática psicológica e social. Rótulos vão sendo desenvolvidos e espalhados: “olha lá o fracassado e o que tudo começa e não termina”. E pra reforçar toda a problemática surgem frases do tipo: “a vida é dura pra quem é mole”. Nobres leitores, o Brasil está virando a casa da mãe Joana? Certo mesmo é o grau de endividamento das pessoas e desequilíbrios emocionais de toda e qualquer ordem. Quem conseguiu algo até os 40 (quarenta) tudo bem, mas quem ainda não conseguiu, bla blau, já era. O sistema é cada vez mais desenvolvido pra “jogar uns contra os outros”. Conviver socialmente está se tornando algo muito sério e até perigoso!
O atento observador? Percebe que o empreendedorismo é a saída pra quem deseja uma vida fora da burocracia institucional. Tempo pra oração, leitura e estudos somente trabalhando por conta própria. Pertenceu ao sistema burocrático a vida começa a mecanizar-se. Depois de muito observar eis a nobre percepção: a vida pra quem tem responsabilidades a cada dia que passa se torna algo estressante e não adianta dizer que é apenas pra alguns. O corre do dia a dia está pesaroso e milhões de pessoas seguem apenas no automático. Já não são capazes de perceberem que lá na frente problemas graves de saúde física e mental se tornará algo muito custoso e prejudicial à sua vida. Isso é coisa de gente de religião ou de quem não tem o que fazer? Não, não é. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, mas organização produz saúde e eleva a sua dignidade humana. Sempre é bom lembrar que existem pessoas que vivem à espreita de pessoas desorganizadas e mal resolvidas; esperando apenas a hora de “injetarem contra valores”!
O que mais tem percebido o observador atento? O nível intelectual das pessoas está se esvaindo. Pra quem desejar sobreviver intelectualmente o que restam são os oásis no meio do deserto árido. E não adianta procurar vida intelectual em academias. O mundo acadêmico faz “tempo que já se contaminou”. O que agora estão em busca é apenas de diplomas e não importa a forma ou meio como irão conseguir. Querem é conseguir o diploma seja de que forma for. É algo generalizado? Lógico que não mas fica pesaroso buscar vida intelectual nestes meios. O meio ocasiona mudanças nas pessoas e não adianta dizer que teve vida e formação sólida. Com o tempo o meio de fato modifica as pessoas!
"Uma vida sem questionamentos não merece ser vivida", afirma Sócrates, destacando que a reflexão é essencial para a vida intelectual. Para A.D. Sertillanges, a vida intelectual não é um passatempo, mas sim um chamado que exige dedicação e sacrifício na busca por verdades.