O drama de Bolsonaro para obter prisão domiciliar

Um Bolsonaro demente pós-queda

Após as cirurgias, agora a queda da cama do ex-presidente Bolsonaro na prisão, após, supostamente, episódio de pesadelo com alucinações ou coisa que o valha.

“Eu vi que ele estava com esse hematoma no rosto, pé sangrando, estava um pouco lento nas respostas. Tentei conversar, mas ele não lembrava de nada. Ele disse que sabe que caiu, mas não lembra, não sabe quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou. A gente não sabe por quanto tempo ele ficou desacordado, se ele teve algum trauma, se ele teve algum dano neurológico, essa é nossa preocupação, se tem algum coágulo. Ele já tem 70 anos de idade, tem comorbidades, tá tendo todos os seus direitos violados. Então, assim, é bem difícil, bem preocupante”, declarou Michelle.

Na avaliação de Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, tem duas colocações que chamam a atenção dentro desse "drama" quase que interminável: "... um pouco lento nas respostas ..." e, para completar, "... não lembra, não sabe quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou ..." (sic).

Médicos da Polícia Federal avaliaram o ferimento de Bolsonaro após a queda e concluíram que não havia necessidade de atendimento hospitalar. Com base na informação o o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa de Bolsonaro para o respectivo atendimento hospitalar fora do prisão.

Sobre as colocações de Michelle, duas perguntas poderão surgir em próximos episódios: "Estaria Bolsonaro com princípio de alzheimer?"; "A queda poderá ter sinalizado para a doença?"

O alzheimer, segundo a medicina, é uma doença neurodegenerativa progressiva e a causa mais comum é de demência, caracterizada por perda de memória recente, confusão, dificuldades de linguagem e alterações de comportamento devido à morte de neurônios no cérebro.

A demência (não lembra, não sabe quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou) redunda em esquecimento de eventos recentes (sinal inicial) e, mais tarde, de fatos mais antigos.

A avaliação de Michelle retrata também uma perda de noção de tempo e espaço de Bolsonaro. Veja o que ela diz sem ser médica: "A gente não sabe por quanto tempo ele ficou desacordado, se ele teve algum trauma, se ele teve algum dano neurológico,..." (sic).

Segundo o Hospital Albert Einstein, em seu site, os sintomas da Doença de Alzheimer podem variar em intensidade e gravidade, mas geralmente incluem:

1. perda da memória: o esquecimento é um dos primeiros e mais característicos sintomas da doença. A pessoa pode ter dificuldade em se lembrar de informações recentes, nomes, eventos e detalhes do dia a dia;

2. dificuldades na comunicação: a capacidade de comunicação verbal diminui à medida que a doença avança. Isso pode se manifestar como dificuldade em encontrar palavras, formar frases ou compreender o que os outros dizem;

3. dificuldades nas atividades diárias: tarefas cotidianas, como vestir-se, preparar refeições, tomar banho e cuidar da higiene pessoal, tornam-se cada vez mais desafiadoras;

4. dificuldades de raciocínio: a capacidade de realizar cálculos simples ou seguir instruções complexas pode diminuir.

Sem ser médica, repito, ainda que resumidamente, Michelle Bolsonaro traça um "diagnóstico" futurista para um possível episódio de alzheimer do marido. Pelo menos é o que se deduz da constatação dela ao chegar na Polícia Federal e encontrar Bolsonaro com "... hematoma no rosto, pé sangrando, estava um pouco lento nas respostas..." (sic).

A característica principal do alzheimer é uma gradual deterioração, mesmo que alguns episódios pareçam ou apareçam de repente, de surpresa. Lembremos do golpista general Augusto Heleno, que de homem lúcido para planejar o golpe com Bolsonaro foi, de repente, acometido pelo alzheimer para obter prisão domiciliar.

Para concluir, quedas podem causar a morte de neurônios. Um traumatismo cranioencefálico (TCE) resultante de uma queda pode levar a lesões cerebrais e hemorragias que danificam ou destroem as células cerebrais. O cérebro, com uma consistência gelatinosa, pode se mover dentro do crânio rígido e colidir contra as paredes ósseas, causando danos imediatos e ruptura de tecidos pós-quedas.

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