Teremos em 2026 a eleição mais suja do Brasil

Eleição exigirá atenção redobrada

O ministro Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral terá o mesmo pulso forte do ministro Alexandre de Moraes para comandar um pleito eleitoral que tende a ser um dos mais difíceis da história do tribunal?

Lembremos que com Alexandre de Moraes a Justiça Eleitoral barrou todo tipo sujeira praticado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na tentativa de se reeleger presidente da República.

O jornalista Bepe Damasco lembra que "Moraes evitou inclusive cair na armadilha preparada para o dia da eleição, quando, a serviço de Bolsonaro, a Polícia Rodoviária Federal, então comandada pelo agora presidiário Silvinei Vasques, montou um esquema criminoso nas estradas do Nordeste para prejudicar o voto em Lula".

O jornalista vaticina e indaga: "A questão inquietante que agora se coloca é a seguinte: como se comportarão os ministros bolsonaristas do TSE (Nunes Marques e André Mendonça) diante dos golpes baixos que certamente serão desferidos na campanha eleitoral?"

Segundo ainda o jornalista, com o favoritismo de Lula às claras, como apontado em todas as pesquisas, a campanha eleitoral de 2026 mostrará uma imagem do que os fascistas serão capazes de fazer quando sentirem o "cheiro" da derrota iminente.

Tal como ocorreu em 2022, a campanha eleitoral de 2026 também deverá ser marcada pela polarização entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente Lula.

Vamos assistir, novamente, o uso de esquemas profissionais de desinformação para desestabilizar o Estado Democrático de Direito. E, por certo, tentar atrapalhar o resultado da eleição, que outra vez, induvidosamente, será contestado caso a direita e a extrema-direita sejam derrotadas nas urnas.

Os crimes associados à direita e extrema-direita nos últimos anos no Brasil e no mundo envolvem um padrão de violência política "sui generis", com ataques às instituições democráticas, o uso do racismo, da misoginia e da disseminação de ódio sem precedentes. Mais uma vez, esses grupos extremistas utilizarão na eleição de 2026 a internet para a radicalização, novamente com foco em propaganda falsa e discurso de ódio.

Por que a eleição de 2026 exigirá atenção redobrada?

O jurista Thalles Vinícius de Souza Sales explica. Segundo ele, tratando-se dos perigos da inteligência artificial (IA) para as eleições de 2026, "é preciso investir em mecanismos ágeis de verificação, em parcerias com plataformas digitais e em campanhas públicas que ensinem o eleitor a questionar e verificar antes de compartilhar".

"Estamos a poucos meses de um ciclo eleitoral que promete ser marcado por polarização e competição acirrada. Se não nos anteciparmos ao uso indevido da IA, o resultado pode ser um processo onde a decisão do eleitor não será apenas sobre propostas ou projetos de governo, mas sobre qual realidade ele escolhe acreditar!" - adverte.

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