A se manter a expectativa, a probabilidade de reeleição do presidente Lula diante do quadro atual, a reeleição do governador do Piauí, Rafael Fonteles, é praticamente garantida, dado que a oposição no Estado não consegue se mover para viabilizar uma candidatura competitiva, com a devida vênia aos prováveis concorrentes de plantão.
Desde quando Rafael Fonteles convenceu o então juiz do trabalho Washington Bandeira a se demitir da magistratura para assumir um cargo comissionado no PIauí, vaticinei para a hipótese de ali está-se construindo uma liderança política para, no futuro, assumir a vice em 2026 e, posteriormente, tornarse goverador com possbilidade de reeleição.
EIs o acordo de Washington Bandeira com Rafael Fonteles para renunciar ao cargo de magistrado, uma carreira estável pela frente. Não valeria à pena deixar uma segurança jurídica de magistrado por uma aventura política passageira, com a possibilidade de sair do governo com "as mãos abanando".
O projeto de Rafael Fonteles vai além de uma reeleição. Hoje, garantida sob todos os aspectos. O salto maior do governador, para uma projeção nacional, será o Senado Federal, quando (na época certa) deverá se afastar para que Bandeira assuma e seguir carreira política, com possibilidade para ser reeleito.
A hipotese de que o ministro Wellington Dias levará a Lula para uma avaliação na mudança da composição da chapa estadual, para, por exemplo, ampliar apoio e abrindo espaço para que outra legenda indique o candidato a vice não vai vingar com Rafael Fonteles. O senador e o PT precisam entender que Rafael fez uma acordo com Washington Bandeira.
O certo é que se Rafael for candidato a senador no final do segundo mandato, renunciando ao cargo de governador, o atual senador Wellington Dias deverá ser candidato a deputado federal. Uma forma de conciliar com Lula, apoiando um nome à presidência da República para substituir o atual presidente, que deverá anunciar sua "aposentadoria compulsória".