A Montanha Mágica?

Por Josenildo Melo

Já leu a carta aos efésios? Mas do que esta epístola trata? O plano eterno de Deus está sendo colocado em prática por meio de Cristo e de seu corpo, ou seja, a Igreja. Quando uma pessoa crê em Jesus, ela encontra salvação e se torna membro do corpo de Cristo. Esse é o plano de Deus para toda a eternidade. Ele concede aos que creem tudo quanto eles necessitam para tornar o plano divino uma realidade, pela fé. A Carta aos Efésios, escrita pelo apóstolo Paulo, aborda a salvação pela graça através de Jesus Cristo, a identidade da Igreja como o corpo de Cristo e a unidade entre judeus e gentios. Ela destaca a nova vida no Espírito, a importância do amor, da conduta cristã e o combate espiritual, incluindo a armadura de Deus. Ok? Tudo bem? A razão do introito é que existem livros que devem ser lidos sempre depois de uma boa pausa e com a sagrada escritura ao lado. São livros fortes e que demonstram de fato como são os seres humanos!

 A Montanha Mágica figura entre os grandes romances do século XX. Publicado em 1924, amplia o alcance literário de Thomas Mann e consolida a maturidade intelectual de um escritor que já ocupava lugar de destaque na cultura europeia. A obra é exigente e, ao mesmo tempo, profundamente recompensadora. A montanha funciona como um espaço de suspensão, um lugar onde o tempo prático se desfaz e expõe o espírito a outra medida de existência. Essa mudança na experiência temporal modifica a percepção da realidade e cria um clima em que as questões mais abstratas — a relação entre a vida e a morte, a tensão entre progresso e decadência, o destino da Europa — passam a surgir de modo natural. Nesse ambiente mais rarefeito e de ritmo mais lento, o leitor acompanha um processo de introspecção e amadurecimento, e é convidado a reavaliar a própria percepção do mundo enquanto avança pela história. É um livro de 764 páginas. Excelente! 

A ambientação da história nos Alpes Suíços veio da internação de Katia Mann, sua esposa, no sanatório de Davos. O ambiente fechado, a rotina médica, os pacientes vivendo entre repouso e expectativa serviram de matéria imediata. Mas Mann não se limitou a reproduzir o cenário, ele percebeu que aquele espaço isolado funcionaria perfeitamente para proporcionar a introspecção que desejava. Na montanha se juntam pacientes de diversos países, cada qual carregando sua visão de mundo, suas convicções políticas, seus medos pessoais. As conversas, às vezes intermináveis, refletem correntes de pensamento que agitavam a Europa nas décadas anteriores à guerra — a distância da vida cotidiana permite que se pense com mais atenção a respeito do momento e da vida como um todo. Thomas Mann (1875–1955) foi uma das figuras centrais da literatura europeia no século XX. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1929, tornou-se referência moral e intelectual. Escreveu alguns dos romances mais influentes de seu tempo, entre eles Buddenbrooks, Morte em Veneza e Doutor Fausto. Nobre ESCRITOR!

E a carta aos Filipenses do que trata? Gratidão é sempre a reação mais correta em relação às dádivas que recebemos dos outros, assim como uma atitude de júbilo é sempre a reação correta à obra de Cristo em nossas vidas. A humildade e a disposição de servir também devem caracterizar a nossa existência. Os cristãos devem se esforçar na busca pela humildade, mas sem negligenciar a verdade das boas novas. A Carta aos Filipenses, escrita por Paulo, é conhecida como a carta da alegria e a epístola da gratidão. Ela enfatiza a alegria constante em Cristo, independentemente das circunstâncias, exorta à unidade, humildade e serviço comunitário, destacando o exemplo de Jesus, além de agradecer o apoio financeiro da Igreja em Filipos. Em suma, o BRASIL está um caos economicamente e nem “a montanha mágica” será capaz de fazer as pessoas quererem o Mais do Mesmo!

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