Eis o fator determinante da atual situação do mundo? O que seria mesmo isso? A centralização de forças no criado e não no criador. É falta de sabedoria e até mesmo de inteligência perceptiva. Quem é soberano é Deus e não o contrário. A cosmovisão reformada é enfática quanto a isso. O centro é Cristo Jesus, Deus; e não o homem. E o contrário de tudo isso o que tem ocasionado? A perca de sentido da vida. E cada vez mais o aumento acentuado das ansiedades. Vocês já encontram por aí cristãos verdadeiros procurando sentido? Dificilmente. Muitos que desfrutam da felicidade encontraram o ponto de vista onde poucos são capazes de observar. Muito cuidado com desconfigurações aditivas de provocações momentâneas de saciedade. Com o tempo o problema somente aumentará. O relativismo enquadrativo-acadêmico provocou o CAOS!
Vamos falar de esperança e otimismo? Opa! Já leu a sagrada escritura hoje? A primeira carta de João tem apenas cinco capítulos, mas você sabe do que se trata? De maneira geral, é preciso ver para crer. Aprender alguma coisa que se ouve deixa espaço livre para mal-entendidos, mas assistir a um acontecimento reveste o testemunho dessa pessoa de um significado especial, A primeira carta de João à Igreja deixa claro que ele havia, de fato, visto Jesus Cristo com os próprios olhos e que realmente o conhecera. Eis o preâmbulo da Bíblia do Homem, no que diz respeito à primeira carta de João. O que mesmo preâmbulo moço? É um texto introdutório que precede, funcionando como um prefácio, introdução ou prólogo. Ele anuncia os motivos, valores e objetivos fundamentais que guiaram a elaboração, orientando. Funciona como a “apresentação”. Esta epístola surgiu em função de uma facção herética que crescera dentro da Igreja. Tal grupo distorcia os ensinamentos dos apóstolos a respeito da pessoa de Cristo, negando que Jesus tivesse realmente vindo na carne. Para conter essas falsas alegações, João reafirma que ele e os demais apóstolos viram e tocaram de fato em Jesus Cristo. João chama a atenção dos leitores sobre a importância de andar na luz com Deus e com os outros cristãos, confessar os pecados, amar a Deus e os outros, purificar-se dos desejos mundanos, seguir o Espírito da Verdade e reconhecer Jesus Cristo como Deus. João insiste na importância da fraternidade como uma forma de se guardar de futuros movimentos de divisão e heresia!
Desconfigurações aditivas? O que seria isso então? O valorizar e enfatizar aspectos mundanos em detrimento da Sagrada Escritura. O mundo e seus valores tentam a todo custo desconfigurar os valores antropológicos que evidenciam a existência de um tender a Deus. E como procedem? Aditivando componentes, muitas vezes sem comprovação plena; de que tudo isso é meramente parte de (conhecimento) retrógrado e ultrapassado. O buscar a Deus seria meramente uma “fuga equidistante” da realidade. Uma forma de amenizar sofrimentos e angústias. Algo “conotado e denotado” como passageiro e nada permanente. Mas o que acontece na “tentativa de substituição do teo como centro da vida”? O provocar contínuos de “loucuras” quase que de forma generalizada na sociedade contemporânea. E o que tudo isso alimenta e retroalimenta? A possibilidade concreta de uma sociedade inteira dependente apenas do aspecto medicamentoso? Tudo passa a ser resolvido através disso?
Certo mesmo é que as verdades básicas da fé cristã proporcionam conforto e encorajamento aos filhos de Deus. Os cristãos experimentam e exercitam o amor, o perdão, a fraternidade, a vitória sobre o pecado, a convicção, a pureza e a vida eterna. Eles brilham com a lua de Deus em meio às trevas deste mundo.
“Como é feliz o homem que teme ao Senhor e tem grande prazer em seus mandamentos” – Salmo 112