A Fifa tem alertado para a necessidade de flexibilidade na escolha do mês em que a Copa do Mundo será realizada, diante dos desafios impostos pelas crises climáticas globais. O aumento das temperaturas extremas em várias regiões do mundo tem afetado diretamente a logística e a segurança dos jogos, como já foi observado na Copa de 2026, marcada por calor intenso em estádios nos Estados Unidos. A entidade defende que o futebol precisa se adaptar a esse "novo normal" climático para garantir a integridade dos atletas e o conforto dos torcedores.
Estudos recentes indicam que quase 90% dos estádios da Copa de 2026 poderão enfrentar níveis perigosos de calor, o que representa uma ameaça significativa para a realização dos jogos em condições ideais. A Fifa tem buscado estratégias para mitigar esses impactos, incluindo a possibilidade de alterar o calendário tradicional do torneio, que historicamente ocorre entre junho e julho, meses de verão no hemisfério norte. Essa mudança já foi adotada na Copa do Catar, em 2022, que foi realizada no final do ano para evitar o calor extremo da região.
Além dos desafios climáticos, a organização da Copa de 2030 também enfrenta complexidades logísticas, com múltiplos países-sede na Europa e América do Sul, o que exige planejamento cuidadoso para lidar com diferentes condições ambientais e garantir a segurança dos participantes. A Fifa tem enfatizado a importância de políticas sustentáveis e ações concretas para reduzir o impacto ambiental dos eventos, incluindo a publicação de uma estratégia de sustentabilidade para a Copa de 2026.
A Fifa reconhece que, para preservar a saúde dos jogadores e a experiência dos fãs, será necessário repensar tradições e adotar novas medidas, como horários alternativos para jogos e infraestrutura adequada para enfrentar o calor.