Após anos de dedicação intensa à ginástica artística, Rebeca Andrade optou por desacelerar em 2025. Maior medalhista olímpica da história do Brasil, a atleta decidiu não disputar competições ao longo do ano, adotando um período sabático voltado à recuperação física e mental depois do ciclo olímpico encerrado nos Jogos de Paris 2024. Mesmo fora dos tablados, a ginasta seguiu sendo referência mundial no esporte.
Durante o ano, Rebeca manteve rotina no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Rio de Janeiro, com foco em treinos leves, fortalecimento muscular e sessões frequentes de fisioterapia para tratar dores crônicas. A decisão de se afastar definitivamente do solo, aparelho que lhe rendeu grandes conquistas, mas também alto desgaste físico, foi planejada junto ao treinador Francisco Porath e reforça a estratégia de preservação da carreira a longo prazo.
A expectativa de um possível retorno ainda em 2025, especialmente para o Mundial de Ginástica em Jacarta, não se confirmou. A seleção brasileira disputou a competição sem sua principal estrela, e a própria atleta confirmou que o retorno aos campeonatos ficou projetado para 2026, quando tem início o ciclo decisivo rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles.
Mesmo distante das disputas, Rebeca Andrade viveu um ano histórico. Em abril de 2025, tornou-se a primeira mulher brasileira a conquistar o Prêmio Laureus, na categoria “Retorno do Ano”, reconhecimento por sua trajetória de superação após lesões e pelo desempenho marcante em Paris. Ao receber a honraria, a ginasta destacou a importância do cuidado com a saúde mental, agradecendo à psicóloga Aline Wolff, que a acompanha há mais de uma década, e reforçando que, mesmo fora do tablado, segue no topo do esporte mundial.