TSE reforça que urnas brasileiras não têm relação com empresa venezuelana
Tribunal volta a desmentir informação falsa e afirma que equipamentos são desenvolvidos pela Justiça Eleitoral
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou nesta terça-feira (22) que as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras não foram fabricadas nem programadas pela empresa venezuelana Smartmatic. O esclarecimento foi publicado após a volta da circulação de informações falsas que associam os equipamentos usados no país à companhia.
O Tribunal Superior Eleitoral voltou a rebater informações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas brasileiras e reafirmou que a empresa venezuelana Smartmatic nunca participou da fabricação dos equipamentos nem do desenvolvimento dos sistemas utilizados nas eleições do país.
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A manifestação foi divulgada nesta terça-feira (22), por meio da página Fato ou Boato, utilizada pela Corte para desmentir conteúdos falsos relacionados ao processo eleitoral. O tribunal resgatou um comunicado publicado em 2020, lembrando que a narrativa envolvendo a Smartmatic circula nas redes sociais desde pelo menos 2017 e já foi esclarecida em diversas oportunidades.
Segundo o TSE, as urnas eletrônicas são projetadas por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e produzidas por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sob supervisão direta do próprio tribunal. O modelo, afirma a Corte, garante transparência, controle técnico e segurança em todas as etapas de desenvolvimento dos equipamentos.
O tribunal também esclareceu que a Smartmatic manteve contratos apenas para prestação de serviços de conexão de dados e voz, sem qualquer participação na fabricação das urnas, na programação dos softwares ou na operação do sistema eletrônico de votação. A empresa chegou a disputar uma licitação para fornecer equipamentos em 2020, mas foi derrotada no processo.
O esclarecimento voltou ao centro do debate após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, durante um evento com diplomatas realizado na segunda-feira (21). Na ocasião, ele afirmou, sem apresentar provas, que parte das urnas brasileiras teria origem na Smartmatic.
Durante o discurso, o parlamentar citou um relatório recentemente divulgado pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), que analisa denúncias relacionadas às eleições na Venezuela. No entanto, o próprio documento afirma que a comunidade de inteligência norte-americana não encontrou evidências conclusivas de fraudes eletrônicas em larga escala no período analisado.
Após a repercussão, a coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro divulgou nota afirmando que o senador não questionou a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Segundo o comunicado, ele apenas mencionou fatos públicos e defendeu a presença de missões internacionais de observação eleitoral. A nota, entretanto, não respondeu à contestação do TSE sobre a inexistência de qualquer vínculo entre as urnas brasileiras e a Smartmatic.
A Justiça Eleitoral mantém que a origem e o funcionamento das urnas eletrônicas são públicos e auditáveis e reforça que informações que atribuem os equipamentos à empresa venezuelana não correspondem aos fatos.
Fonte: Com informações da Agência Brasil