Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo
Portaria do Ministério da Justiça formaliza desligamento após processo disciplinar
O ministro da Justiça, Wellington Lima, assinou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal (PF). A decisão foi formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União e tem como fundamento o abandono de cargo. Eduardo era escrivão da PF e estava afastado das funções desde que viajou para os Estados Unidos no ano passado.
Segundo a portaria, a conduta enquadrada como infração disciplinar ocorreu devido à ausência injustificada do serviço por período superior a 30 dias consecutivos. O desligamento ocorre após a conclusão, em julho deste ano, de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Polícia Federal para analisar a situação funcional do ex-parlamentar. Com a assinatura da decisão, a demissão passa a ter caráter definitivo.
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Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil e passou a viver nos Estados Unidos, onde, segundo o Correio Braziliense, alegou ser alvo de perseguição política. Durante o período no exterior, ele atuou publicamente em defesa de medidas do governo norte-americano contra autoridades brasileiras e pela aplicação de tarifas sobre setores da economia do país. Em julho, o governo dos Estados Unidos concedeu ao ex-deputado um green card, documento que autoriza sua residência no território norte-americano.
Antes da demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro também havia perdido o mandato de deputado federal. A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados determinou a cassação em dezembro de 2025, em razão do número de faltas consideradas não justificadas. Com a decisão do Ministério da Justiça publicada nesta segunda, ele deixa oficialmente os quadros da PF, encerrando o vínculo funcional com a corporação.
Fonte: Correio Braziliense