Zema propõe saída do Brics e mudanças em impostos e relações de trabalho

Plano de governo do candidato do Novo reúne propostas para economia, trabalho e gestão pública

Por Redação,

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, apresentou um programa de governo dividido em 15 áreas temáticas para as eleições de 2026. Entre as propostas estão a saída do Brasil do Brics, a redução de impostos sobre operações financeiras, medidas para diminuir juros e a eliminação dos chamados supersalários de agentes públicos. O documento também prevê mudanças nas relações de trabalho, com a criação de um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Foto: Paulo Pinto/Agência BrasilRomeu Zema
Romeu Zema

Na área econômica, o programa propõe um chamado “choque fiscal” como mecanismo para buscar a redução das taxas de juros e prevê diminuir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre empréstimos, além do Imposto de Renda para empresas. O plano também defende a redução de despesas obrigatórias, a reforma da Previdência para incluir estados, municípios, militares e trabalhadores rurais, além da privatização de empresas estatais e da venda de imóveis públicos sem uso. 

Para o mercado de trabalho, a candidatura propõe um modelo alternativo à CLT, no qual empregadores e trabalhadores possam negociar diretamente aspectos como jornada, divisão de férias e pagamentos, com prevalência do negociado sobre o legislado. O documento também prevê isenção de encargos sobre um salário mínimo para trabalhadores contratados após períodos de informalidade e defende mudanças no sistema sindical. Na administração pública, estão previstas avaliação de desempenho, possibilidade de demissão por baixo rendimento, redução de ministérios e flexibilização de modelos de contratação.

Na política externa, o programa propõe que o Brasil deixe o Brics e busque adesão imediata à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O texto também defende transformar o Mercosul em uma zona de livre comércio e ampliar acordos comerciais com outros países. Além dessas medidas, o plano apresenta propostas para segurança pública, educação, saúde, infraestrutura, energia, meio ambiente e agronegócio, incluindo a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e mudanças na estrutura de atuação do Estado. 

Fonte: Agência Brasil

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