Dados do Ministério das Cidades revelam que os jovens entre 18 e 30 anos se tornaram o principal público do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. De 2020 a 2025, essa faixa etária firmou mais de 1,2 milhão de contratos, representando 51% do total dos financiamentos realizados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Historicamente, o programa era mais procurado por pessoas entre 40 e 60 anos, mostrando uma mudança significativa no perfil dos beneficiários.
A tendência também é confirmada por dados da construtora MRV&CO, que concentra 95% de seus contratos no programa Minha Casa, Minha Vida. A participação dos jovens em sua carteira saltou de 28,5% em 2020 para 61,4% até maio de 2025, evidenciando o crescimento do interesse desse público. O secretário nacional de Habitação, Augusto Rabelo, atribui essa mudança às transformações na percepção dos jovens em relação à aquisição da casa própria e às oportunidades oferecidas pelo programa.
O aumento da demanda por parte dos jovens impulsionou o avanço do Minha Casa, Minha Vida nos últimos anos. Entre 2023 e 2025, foram contratados 1,5 milhão de financiamentos, e o governo projeta ultrapassar a marca de 2,5 milhões de unidades entregues até 2026. Esse crescimento indica o sucesso das políticas habitacionais voltadas para atender as necessidades da população jovem e fomentar o acesso à moradia digna.
Especialistas destacam que o protagonismo dos jovens no programa pode contribuir para a redução do déficit habitacional e o fortalecimento da economia, ao estimular o setor da construção civil e a geração de empregos. O engajamento dessa faixa etária também demonstra mudanças sociais e econômicas, como o desejo de independência e estabilidade, além da busca por condições facilitadas para a compra da casa própria.