Big techs e setor financeiro defendem o Pix após críticas do governo Trump

Empresas como AWS, Dell e Visa exaltam o Pix e setor bancário brasileiro contra ataques

Empresas de tecnologia e do setor financeiro saíram em defesa do Pix após o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, abrir uma investigação contra o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. O USTR acusa o Brasil de práticas desleais ao promover um sistema estatal que, segundo eles, compromete a concorrência com empresas americanas. Em resposta, gigantes como Apple, Google, Meta, Expedia e Visa reafirmaram apoio ao “Pix para todos”, destacando que o modelo deve ser gratuito e acessível.

Foto: Bruno Peres | Agêncial Brasil
Pix

Durante reuniões com o vice-presidente Geraldo Alckmin, representantes de empresas como AWS (Amazon Web Services) e Dell exaltaram a tecnologia do Pix, chamando-o de “disruptivo” e afirmando que o setor bancário brasileiro é um dos mais desenvolvidos do mundo. Cleber Morais, diretor da AWS no Brasil, elogiou a regulação e estrutura da ferramenta, enquanto Luis Gonçalves, da Dell, apontou o Pix como exemplo mundial de acessibilidade e inovação financeira.

A popularização do Pix tem incomodado empresas que lucram com a intermediação de pagamentos, como Apple Pay, Google Pay e WhatsApp Pay. Segundo o ministro Fernando Haddad, a resistência americana parece nascer da ideia de que o sistema deveria ser privado, o que o governo brasileiro descarta. Ele reforçou que o Pix não concorre com bancos ou carteiras digitais, mas com o dinheiro físico, sendo uma conquista da população que será preservada.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também reagiu às críticas, classificando-as como falsas narrativas. Segundo ele, a chegada do Pix não prejudicou o setor bancário — ao contrário, os meios de pagamento como cartão de crédito e débito seguem crescendo. Para especialistas, o Pix se tornou referência mundial, com potencial para transformar o Brasil em líder em soluções financeiras digitais e inclusão bancária.

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