O comércio varejista brasileiro registrou crescimento de 2,4% em julho, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), divulgado nesta segunda-feira (11). Embora o avanço mensal represente uma recuperação parcial da atividade, o indicador ainda aponta queda de 1,1% na comparação anual, refletindo a manutenção de uma tendência de desaceleração ao longo de 2025. O economista Guilherme Freitas, da Stone, ressalta que a inflação mostra sinais de acomodação, mas isso está mais ligado à perda de fôlego econômico do que a uma melhora estrutural dos preços.
No varejo físico, as vendas cresceram 0,7% em julho, enquanto o comércio digital sofreu uma queda significativa de 6,8% no mês e 18% na comparação anual. Esse desempenho mais fraco do segmento online indica desafios persistentes para o comércio eletrônico, contrastando com o comportamento mais estável das lojas físicas. Cinco dos oito segmentos pesquisados apresentaram crescimento, com destaque para material de construção (3,8%), artigos pessoais e domésticos (1,2%) e artigos farmacêuticos (1,1%).
Alguns setores, no entanto, tiveram retração, como livros, jornais e papelaria (-3,6%) e móveis e eletrodomésticos (-0,2%), enquanto o setor de hipermercados e supermercados permaneceu estável. O indicador também apontou que apenas nove estados brasileiros registraram crescimento anual nas vendas, com destaque para Acre (6,5%), Tocantins (6,4%) e Mato Grosso (4,3%).
A análise regional mostrou que a região Norte apresentou desempenho anual positivo, sinalizando um consumo mais aquecido, ao passo que as regiões Sul e Nordeste enfrentaram queda generalizada, refletindo o cenário econômico desafiador dessas áreas. Para Freitas, o cenário indica que, apesar da retomada pontual, o comércio ainda precisa superar obstáculos para reverter a desaceleração em todo o país.