Redes de supermercados querem vender remédios isentos em áreas demarcadas

Setor busca autorização legal que permita farmácia dentro dos mercados com controle

Durante a 59ª edição do Abras Food Retail Future, realizada semana passada em Campinas (SP), redes supermercadistas intensificaram a discussão sobre a venda de medicamentos em seus estabelecimentos. A proposta permite a comercialização de remédios isentos de prescrição, desde que sejam mantidos em área separada dentro dos supermercados e haja presença de profissional habilitado para orientação ao cliente. 

Foto: Receita médica

O tema ganhou força após aprovação no Senado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e agora aguarda encaminhamento à Câmara dos Deputados para análise. A permissão enfrenta resistência significativa do setor farmacêutico, que argumenta que a medida pode prejudicar as farmácias tradicionais e comprometer o controle sanitário dos produtos. 

Líderes do varejo avaliam que a integração entre supermercados e farmácias pode beneficiar o consumidor por meio de mais conveniência e preços mais competitivos. Segundo Rodrigo Segurado, vice-presidente de Ativos Setoriais da Abras, a ideia é criar acordos entre supermercados e redes farmacêuticas para unificar a experiência de compra e reduzir custos ao consumidor. 

Durante o evento, também foram destacadas oportunidades de crescimento em nichos relacionados, como o mercado pet e de bem-estar. No Brasil, o segmento de saúde já movimenta cerca de R$ 900 bilhões por ano, e espera-se que a venda de produtos farmacêuticos nos supermercados possa triplicar o faturamento de lojas piloto ao longo dos próximos anos. 

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