Novo salário mínimo de R$ 1.621 e nova tabela do IR entram em vigor

Reajuste do piso e isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil já valem neste mês

O ano de 2026 começou com mudanças importantes para trabalhadores e contribuintes em todo o país. Desde o início de janeiro, o salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, um reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103. A correção segue a política de valorização que considera a inflação medida pelo INPC, acumulada em 4,18%, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, que foi de 3,4%, respeitando o limite fiscal estabelecido em lei.

Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

Apesar do crescimento econômico superior, o novo regime fiscal impõe um teto de 2,5% para o aumento real das despesas primárias da União. Com isso, o reajuste do salário mínimo ficou dentro do limite legal, garantindo ganho real ao trabalhador sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Segundo estimativas do Dieese, o novo piso deve injetar cerca de R$ 81,8 bilhões na economia em 2026, beneficiando aproximadamente 62 milhões de pessoas, entre trabalhadores formais, aposentados e pensionistas.

Outra novidade relevante é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. A partir deste mês, quem recebe até R$ 5 mil mensais deixa de pagar o tributo, com impacto direto na folha salarial a partir de fevereiro. A medida, sancionada no fim de 2025, deve beneficiar cerca de 15 milhões de contribuintes e gerar uma economia média anual de R$ 4 mil por trabalhador, valor comparado por especialistas a um “14º salário”.

Para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350, o desconto do imposto será aplicado de forma gradual, evitando o chamado degrau tributário. O impacto fiscal da ampliação da isenção é estimado em R$ 28 bilhões, compensado pelo aumento da tributação sobre contribuintes com ganhos mensais a partir de R$ 50 mil. Já os microempreendedores individuais (MEIs) também sentem os efeitos do novo piso salarial, com a contribuição mensal reajustada de R$ 75,90 para R$ 81.

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