O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou um auto de infração de R$ 2,5 milhões à Petrobras em razão de um vazamento de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, ocorrido em 4 de janeiro de 2026 durante operações da estatal na região marítima, a cerca de 175 km da costa do Amapá. A penalidade foi baseada na proibição do descarte de substâncias poluentes no mar, conforme a Lei do Óleo e normativa ambiental vigente.
Segundo o Ibama, foram descarregados 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, uma mistura oleosa utilizada na exploração de petróleo e gás, no mar, o que pode representar risco médio tanto à saúde humana quanto ao ecossistema aquático, de acordo com a classificação definida pelo órgão. A autuação foi lavrada pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas, vinculado à Diretoria de Proteção Ambiental.
A Petrobras confirmou que recebeu a notificação da autuação e informou que tomará as “providências cabíveis”, mas discorda da avaliação de risco ambiental do Ibama, sustentando que o fluido é “biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico”, e que atende aos parâmetros ambientais. A estatal tem 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa.
O vazamento também levou à suspensão temporária das atividades da sonda envolvida na operação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A ANP impôs condições para a retomada da perfuração no poço exploratório Morpho, que permanece paralisado desde o início do ano, incluindo exigências técnicas antes que a Petrobras possa retomar as atividades na área.