Estudo aponta impacto do fim da escala 6x1 no emprego e na economia

Comércio, agro e construção podem liderar perdas de vagas e produtividade

A possível aprovação do fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil acende um alerta entre especialistas e representantes do setor produtivo. De acordo com estudo do Centro de Liderança Pública (CLP), a medida pode resultar no fechamento de cerca de 600 mil postos de trabalho, além de provocar impactos significativos na economia nacional. 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Carteira de trabalho

Os setores mais afetados seriam o agronegócio, o comércio e a construção civil. Nesses segmentos, a estimativa é de uma queda de 1,3% na produtividade, o que poderia levar à redução de aproximadamente 1,6% dos empregos. Em números absolutos, o comércio seria o mais impactado, com perda de cerca de 164 mil vagas, seguido pela construção, com 45 mil, e pela agropecuária, com 28 mil postos de trabalho.

Especialistas apontam que a proposta de redução da jornada sem diminuição proporcional dos salários tende a elevar o custo do trabalho. Esse aumento pressionaria empresas, que poderiam reagir com cortes de vagas para manter o equilíbrio financeiro. Além disso, o cenário é agravado pela baixa produtividade estrutural do Brasil, que cresce em ritmo inferior ao de outros países. 

Outro efeito previsto é a retração da atividade econômica. A nota técnica indica que a mudança poderia gerar uma perda de até R$ 88 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB). Diante disso, economistas defendem que o debate sobre a jornada de trabalho deve considerar os impactos macroeconômicos e as particularidades do mercado brasileiro antes de qualquer mudança definitiva. 

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