A inflação oficial do país voltou a acelerar em fevereiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,70% no mês, acima do resultado de janeiro (0,33%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, o índice acumula alta de 1,03% no ano. No período de 12 meses, a inflação soma 3,81%, abaixo do patamar registrado no intervalo imediatamente anterior.
Entre os grupos pesquisados, Educação foi o que apresentou maior impacto no resultado mensal, com alta de 5,21%. O avanço é explicado principalmente pelos reajustes de mensalidades escolares no início do ano letivo. Os maiores aumentos ocorreram no ensino médio, no ensino fundamental e na pré-escola.
O grupo Transportes também contribuiu para a pressão inflacionária, com variação de 0,74%. O principal destaque foi o aumento de 11,40% nas passagens aéreas. Outros serviços do setor, como seguro de veículos, conserto de automóveis e tarifas de ônibus urbano, também registraram elevação em algumas cidades.
Na direção oposta, os combustíveis tiveram leve recuo médio de 0,47% no mês. A queda foi influenciada principalmente pela redução nos preços da gasolina e do gás veicular, enquanto etanol e diesel apresentaram pequenas altas.
No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,59%, puxados principalmente por produtos de higiene pessoal, que avançaram 0,92%, e pelos planos de saúde, com aumento de 0,49%.
As despesas com Habitação registraram variação de 0,30%, influenciadas sobretudo por reajustes nas tarifas de água e esgoto em algumas capitais. A energia elétrica teve alta de 0,33%, enquanto o gás encanado apresentou recuo de 1,60% em parte do país.
Já o grupo Alimentação e bebidas apresentou aumento moderado de 0,26%. Entre os itens que ficaram mais caros estão açaí, feijão-carioca, ovos e carnes. Por outro lado, houve queda nos preços de produtos como frutas, óleo de soja, arroz e café moído.
Entre as capitais analisadas, Fortaleza registrou a maior variação no mês, com alta de 0,98%, influenciada principalmente pelos reajustes em cursos regulares e pelo aumento da gasolina. Já Rio Branco apresentou a menor taxa, de 0,07%, refletindo reduções nos preços da energia elétrica e de automóveis novos.
O IPCA mede a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos e é calculado pelo IBGE desde 1980. O indicador acompanha o custo de vida em diversas regiões metropolitanas e capitais do país, além do Distrito Federal.