Estados divergem sobre proposta para reduzir preço do diesel importado

Governadores discutem subsídio federal que pode baratear combustível até maio


Estados brasileiros estão divididos sobre a proposta do Ministério da Fazenda para subsidiar o diesel importado e reduzir o preço do combustível. O tema deve voltar à pauta nesta sexta-feira durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária, após falta de consenso entre os secretários estaduais de Fazenda.

Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

A proposta prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com custos divididos entre a União e os estados. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, a medida teria caráter temporário, com validade até 31 de maio, e custo estimado em R$ 3 bilhões.

Estados governados por partidos alinhados ao governo federal, como Bahia, Piauí e Ceará, demonstraram apoio à iniciativa. Já unidades da federação como São Paulo, administrado por Tarcísio de Freitas, e o Distrito Federal, governado por Ibaneis Rocha, manifestaram resistência, citando impactos fiscais e divergências políticas.

Entre os principais pontos de preocupação estão a falta de espaço orçamentário, possíveis entraves legais previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal e dúvidas sobre a compensação financeira por parte do governo federal. A adesão parcial dos estados também pode comprometer a eficácia da medida, já que o modelo foi concebido considerando a participação de todos os entes federativos.

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