O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao Banco Central do Brasil e ao Ministério da Fazenda dados atualizados sobre o endividamento das famílias para embasar uma reformulação do Desenrola Brasil, diante do aumento da inadimplência no país.
A iniciativa, tratada nos bastidores como uma versão revisada do programa, busca conter o avanço das dívidas e aliviar a pressão sobre o consumo em um cenário econômico sensível e de impacto político. Estimativas do próprio governo indicam que cerca de 70 milhões de famílias brasileiras estão endividadas.
A proposta em discussão prevê condições mais vantajosas para renegociação, com redução de juros e ampliação dos prazos de pagamento. Também está em análise a criação de faixas mais ajustadas aos diferentes perfis de renda, permitindo maior alcance da política pública.
O tema foi discutido em reunião realizada na segunda-feira (30), que reuniu representantes da Federação Brasileira de Bancos, da Associação Brasileira de Bancos, da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, da Associação das Fintechs e da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento.
Nos encontros internos, Lula tem demonstrado preocupação com fatores que podem agravar o cenário de inadimplência. Entre eles, o crescimento das plataformas de apostas online e o impacto de jogos de azar digitais sobre o orçamento das famílias.
O presidente também acompanha os efeitos da inflação, pressionada por tensões internacionais, como o conflito no Oriente Médio, que tende a afetar preços e reduzir o poder de compra da população.