O mercado financeiro elevou a previsão da inflação oficial do Brasil para 4,36% em 2026, segundo dados do Boletim Focus divulgados pelo Banco Central. Esta é a quarta alta consecutiva nas projeções feitas por analistas, refletindo um cenário econômico ainda influenciado por fatores externos e pressões sobre os preços.
Apesar da elevação, a estimativa ainda permanece dentro do intervalo da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. O relatório também mostrou que a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,85% para este ano.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, a projeção do mercado é de que ela encerre 2026 em 12,5% ao ano. O Banco Central utiliza a taxa como principal instrumento para controlar a inflação, já que juros mais altos tendem a reduzir o consumo e ajudar no controle dos preços.
O levantamento também apresentou estimativas para os próximos anos, indicando inflação de 3,85% em 2027 e cerca de 3,6% em 2028. As projeções fazem parte do monitoramento semanal realizado pelo Banco Central junto a instituições financeiras para orientar decisões de política monetária e acompanhar as tendências da economia brasileira.