As bebidas enlatadas no Brasil estão passando por uma transformação significativa no perfil de consumo. Embora cervejas e refrigerantes ainda liderem as vendas no segmento, novos hábitos dos consumidores vêm impulsionando o crescimento de categorias como energéticos, drinks prontos, chás gelados e água em lata. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas) mostram que, em 2025, o setor comercializou 34,1 bilhões de unidades, número próximo ao recorde histórico do ano anterior, evidenciando a força do mercado e a expansão de novas preferências.
Entre os destaques do levantamento está a água em lata, que apresentou crescimento de 24% em relação a 2024, consolidando-se como uma das principais apostas da indústria para os próximos anos. Além dela, bebidas como sucos e cachaça em lata também registraram aumento nas vendas, enquanto cervejas e refrigerantes permaneceram praticamente estáveis. Para o presidente executivo da Abralatas, Cátilo Cândido, esse movimento está ligado ao comportamento do consumidor jovem, que busca diversidade, inovação e praticidade na hora de escolher produtos.
Segundo Cândido, a nova geração está mais aberta a experimentar diferentes sabores e valoriza marcas alinhadas a conceitos como sustentabilidade e estilo de vida. Esse comportamento favorece o avanço de categorias alternativas e amplia a competitividade dentro do setor. A expectativa da indústria é de crescimento ainda maior em 2026, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo FIFA, evento que tradicionalmente estimula o consumo de bebidas e movimenta toda a cadeia produtiva, incluindo campanhas promocionais e lançamentos de embalagens especiais.
Apesar de a lata de alumínio levar centenas de anos para se decompor na natureza, ela possui alta reciclabilidade e pode retornar às prateleiras em cerca de 60 dias após o descarte correto. Programas como o “Cada Lata Conta” têm incentivado a conscientização ambiental e fortalecido a cadeia de reciclagem no país. Para a Abralatas, unir inovação, responsabilidade ambiental e novas demandas do consumidor será essencial para sustentar o crescimento do mercado nos próximos anos.