O governo federal lançou o Plano Nacional de Transição Energética, que projeta cenários para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz brasileira nas próximas décadas.
O plano, apresentado pelo Ministério de Minas e Energia, organiza diretrizes para a transformação do setor energético com base em estudos do Plano Nacional de Energia.
As projeções indicam que o Brasil pode alcançar até 81% de fontes renováveis na matriz energética até 2055, a depender do cenário adotado. Atualmente, esse índice gira em torno de 52%.
O documento não estabelece metas fixas, mas trabalha com três trajetórias possíveis. No cenário mais conservador, a participação de renováveis chegaria a 62%. Em um cenário intermediário, o índice alcançaria 73%. Já no modelo mais alinhado à descarbonização, a participação poderia atingir os 81%.
Entre os fatores considerados estão crescimento econômico, governança, acesso a financiamento e avanço tecnológico. Técnicos da pasta ressaltam que os cenários funcionam como referência para orientar decisões, sem definir um caminho único.
O plano também aponta mudanças estruturais na matriz energética, com avanço de fontes como solar, eólica e biomassa, enquanto combustíveis fósseis tendem a perder participação ao longo do tempo.
Na frente de investimentos, o programa não fixa valores globais, mas indica prioridades e áreas estratégicas, como bioenergia, hidrogênio de baixo carbono e tecnologias de captura e armazenamento de carbono.
A estratégia será implementada em ciclos de quatro anos, com revisões periódicas, e busca combinar políticas públicas, regulação e instrumentos financeiros para viabilizar a transição.
Além do impacto ambiental, o governo destaca objetivos como segurança energética, competitividade econômica e ampliação do acesso à energia no país.