Os preços do petróleo atingiram nesta quinta-feira (30) o maior nível desde 2022, impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência internacional, ultrapassou os US$ 123, após registrar alta superior a 12% nas primeiras horas do dia. Em determinado momento, chegou a US$ 126.
Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou mais de 3% e superou a marca de US$ 110 por barril. O movimento ocorre em um cenário de incerteza no fornecimento global, agravado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
A escalada nos preços está diretamente ligada à interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo. Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, a circulação na região foi drasticamente reduzida, afetando a oferta internacional da commodity.
Segundo fontes próximas ao governo norte-americano, o presidente Donald Trump avalia manter o bloqueio naval aos portos iranianos por um período mais longo. A medida pode incluir a continuidade das restrições no Estreito de Ormuz, o que amplia a preocupação com o abastecimento global.
A Agência Internacional de Energia classificou o cenário atual como uma das maiores interrupções no fornecimento já registradas, diante do impacto direto na logística energética mundial.
Nos Estados Unidos, o reflexo já chega ao consumidor. O preço médio da gasolina alcançou cerca de US$ 4,23 por galão, o maior patamar em quatro anos, pressionado pela alta das cotações internacionais.
Com o vencimento próximo dos contratos de Brent para junho, o mercado já direciona as negociações para os contratos futuros de julho, que também operam em níveis elevados. Na noite de quarta-feira (29), esses contratos ultrapassaram os US$ 113 por barril.