A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no trimestre até março, mas ainda representa o menor nível já registrado para esse período desde o início da série histórica.
Os dados são da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que apontou aumento no número de desocupados no curto prazo, totalizando 6,6 milhões de pessoas — alta de 19,6% em relação ao trimestre anterior.
Apesar disso, na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 13%, o que indica melhora no mercado de trabalho em um horizonte mais amplo.
O total de pessoas ocupadas chegou a 102 milhões, com recuo de 1% no trimestre, mas crescimento de 1,5% em relação ao ano anterior. O nível de ocupação ficou em 58,2%, também com leve queda no curto prazo e avanço na base anual.
Segundo o IBGE, o movimento é influenciado por fatores sazonais típicos do início do ano, como o fim de contratos temporários no comércio e ajustes no setor público, especialmente na educação.
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 14,3%, com aumento frente ao trimestre anterior, mas queda na comparação anual. Ao todo, 16,3 milhões de pessoas estavam nessa condição.
Já a informalidade atingiu 37,3% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores, mantendo trajetória de recuo tanto no trimestre quanto em um ano.
Os rendimentos seguiram em alta. O salário médio chegou a R$ 3.722, com crescimento de 1,6% no trimestre e de 5,5% em relação ao ano passado, atingindo o maior nível da série. A massa de renda também bateu recorde, somando R$ 374,8 bilhões.
Analistas apontam que o mercado de trabalho segue resiliente, mas com sinais de desaceleração gradual, combinando aumento recente do desemprego com avanço consistente da renda.