O preço do querosene de aviação (QAV) sobe 18% a partir desta quinta-feira (1º), em reajuste aplicado pela Petrobras. A alta, puxada por tensões internacionais, aumenta os custos das companhias aéreas e pode chegar ao bolso do passageiro.
A Petrobras elevou em cerca de R$ 1 por litro o valor médio de venda do QAV às distribuidoras. Segundo a empresa, o aumento ocorre em um cenário considerado “excepcional”, marcado por instabilidade no mercado global de energia.
O reajuste está diretamente ligado à escalada de conflitos no Oriente Médio, com impactos sobre rotas estratégicas de abastecimento, como o Estreito de Ormuz — por onde passa uma fatia relevante do petróleo mundial. A redução na oferta e a alta das cotações internacionais elevaram o custo do combustível usado na aviação.
Para tentar suavizar o impacto imediato no setor, a estatal ofereceu às distribuidoras a opção de parcelar parte do reajuste em até seis vezes, com início previsto para julho. A medida busca evitar uma queda brusca na demanda e dar fôlego financeiro às empresas.
Mesmo com esse alívio, o repasse ao consumidor é considerado provável. O querosene de aviação é um dos principais componentes do custo operacional das companhias aéreas, e variações significativas costumam influenciar diretamente o preço das passagens.
Os reajustes do QAV são feitos mensalmente e acompanham o comportamento do mercado internacional. Com o petróleo ainda em patamar elevado e sem sinais claros de estabilização no curto prazo, o setor aéreo deve continuar enfrentando pressão — e o passageiro pode sentir isso no preço final das viagens.