O rendimento médio mensal real dos brasileiros alcançou o maior nível da série histórica em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com a pesquisa, a população com algum tipo de rendimento recebeu, em média, R$ 3.367 por mês no ano passado.
O levantamento também mostrou avanço na renda domiciliar per capita, que atingiu R$ 2.264 mensais, alta de 6,9% em relação a 2024 e novo recorde desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
Apesar do crescimento generalizado da renda entre todas as faixas da população, o estudo aponta que os brasileiros mais ricos tiveram ganhos proporcionalmente maiores, o que provocou uma leve alta na desigualdade social após o menor patamar registrado em 2024.
Segundo o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, o avanço foi observado em todos os grupos de renda, mas o topo da pirâmide apresentou crescimento acima da média nacional.
Entre os 10% mais pobres do país, a renda domiciliar per capita subiu 3,1% em comparação com o ano anterior, chegando a R$ 268 mensais, o equivalente a cerca de R$ 8,93 por dia.
Já os 10% mais ricos registraram aumento de 8,7% nos rendimentos, alcançando média mensal de R$ 9.117 por pessoa da família. No grupo correspondente ao 1% mais rico da população, a renda per capita chegou a R$ 24.973 em 2025, valor 9,9% superior ao registrado em 2024.
Os dados também mostram que, embora tenha havido melhora nos rendimentos das famílias mais vulneráveis nos últimos anos, a concentração de renda continua elevada no país. Em 2025, os 10% mais ricos receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% com menor renda.
Ainda conforme o levantamento, os brasileiros de maior renda concentraram 40,3% de toda a massa de rendimentos do país, percentual superior ao acumulado pelos 70% mais pobres da população juntos, que ficaram com 32,8%.
A pesquisa também revelou que a massa de rendimento médio mensal domiciliar per capita atingiu R$ 481,3 bilhões em 2025, o maior volume já registrado pelo IBGE, representando crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior.