Mais do que uma data comemorativa, o Dia das Mães se consolidou como a principal engrenagem econômica do mercado de flores e plantas ornamentais no Brasil. Em 2026, o setor projeta crescimento de cerca de 10% nas vendas em relação ao ano anterior, impulsionado pela forte demanda do varejo e pela profissionalização da cadeia produtiva.
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), a data já representa aproximadamente 18% de todo o volume comercializado pelo setor ao longo do ano, tornando-se o período mais estratégico para produtores, distribuidores e floriculturas.
A movimentação começa meses antes de maio. Para garantir abastecimento, qualidade e estabilidade nos preços, produtores iniciam o planejamento ainda no início do ano. Em muitos casos, grande parte da produção já está negociada no primeiro trimestre, reduzindo riscos e aumentando a previsibilidade financeira do mercado.
De acordo com o diretor do Ibraflor, Renato Opitz, o Dia das Mães dita o ritmo da indústria de flores no país. “É uma data decisiva para o faturamento do setor e exige planejamento antecipado em todas as etapas, da produção à logística”, afirma.
O avanço das vendas também reflete mudanças no perfil do consumo. Além das flores tradicionais, o mercado aposta cada vez mais em produtos com maior valor agregado, especialmente em embalagens personalizadas e arranjos prontos para presente. Cooperativas e centros de distribuição ampliaram investimentos em design e apresentação para elevar o ticket médio das vendas.
Espécies como rosas, lírios, alstroemérias e gypsophilas continuam entre as flores de corte mais procuradas. Já no segmento de plantas em vaso, orquídeas, tulipas e azaleias lideram a preferência dos consumidores.
No varejo, floriculturas reforçaram estoques, logística e equipes temporárias para atender ao aumento das compras online e de última hora. Arranjos e buquês seguem como os produtos mais vendidos, acompanhando uma demanda cada vez mais voltada à praticidade e ao apelo visual.
O crescimento do setor também evidencia um processo de amadurecimento do mercado brasileiro de flores, com maior integração entre produção, distribuição e comércio, além de estratégias mais sofisticadas de planejamento e venda antecipada.