Banco Central decide se reduz juros ou mantém taxa em 14,5%

Alta da inflação e tensão no Oriente Médio influenciam decisão do Copom

O Banco Central define nesta quarta-feira (17) se continua reduzindo a taxa básica de juros da economia ou se interrompe o ciclo de cortes iniciado em março. A decisão ocorre em meio ao aumento da inflação e às incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio.

Foto: Ed Alves/CB/DA.Press
Copom anuncia nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros da economia brasileira.

A expectativa do mercado financeiro está dividida sobre o anúncio que será feito pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão responsável por definir a taxa Selic, referência para empréstimos, financiamentos e investimentos no país.

Hoje, a Selic está em 14,5% ao ano. Nas duas últimas reuniões, o Banco Central reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, mas o avanço da inflação nas últimas semanas aumentou as dúvidas sobre a continuidade desse movimento.

Dados divulgados recentemente mostram que a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,72%, acima do teto da meta estabelecida pelo governo. O aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis está entre os principais fatores que preocupam a autoridade monetária.

Outro elemento que pesa na decisão é o conflito no Oriente Médio, que pode provocar novas altas no preço do petróleo e gerar impactos sobre a economia mundial.

Diante desse cenário, muitos analistas acreditam que o Banco Central manterá os juros em 14,5% para acompanhar a evolução da inflação antes de tomar novas decisões. Outros economistas, porém, avaliam que ainda há espaço para um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25%.

A decisão é importante porque os juros influenciam diretamente o custo do crédito para famílias e empresas. Taxas mais altas ajudam a controlar a inflação, mas também podem frear o consumo e os investimentos. Já juros menores tendem a estimular a economia, mas podem aumentar a pressão sobre os preços.

O resultado da reunião será divulgado no fim da tarde e servirá como sinalização dos próximos passos da política econômica do país.

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