ANP alerta que fraudes em combustíveis já afetam a saúde pública

Diretor da agência aponta riscos causados por adulterações e irregularidades no setor

As fraudes no mercado de combustíveis deixaram de representar apenas um problema econômico e passaram a envolver também riscos à saúde pública, segundo avaliação de diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O alerta foi feito em meio ao avanço das discussões sobre o combate a irregularidades no setor, que incluem adulteração de produtos, comercialização clandestina e práticas capazes de comprometer a qualidade dos combustíveis vendidos aos consumidores. 

Foto: Marcelo Ferreira/CB/DA.Pres
Sampaio Mendes participa do CB Talks “Segurança para o desenvolvimento do Brasil: uma agenda contra o crime organizado”.

De acordo com a avaliação apresentada ao Correio Braziliense, a preocupação está relacionada aos efeitos que combustíveis fora das especificações podem provocar. Além dos prejuízos financeiros para consumidores e empresas que atuam de forma regular, produtos adulterados podem aumentar a emissão de poluentes e expor a população a substâncias potencialmente prejudiciais. O problema amplia a necessidade de fiscalização e de mecanismos capazes de identificar irregularidades ao longo de toda a cadeia de comercialização.

A discussão ocorre em um momento de fortalecimento das medidas de fiscalização. Entre as propostas em tramitação está o projeto que amplia os poderes da ANP para acessar informações de documentos fiscais eletrônicos, como notas fiscais e registros de transporte. A possibilidade de cruzamento de dados com informações da Receita Federal e das secretarias estaduais de Fazenda pode ajudar a agência a identificar operações suspeitas e combater fraudes que também provocam concorrência desleal no mercado. 

O combate às irregularidades também envolve a atuação conjunta de diferentes órgãos públicos, já que as fraudes podem produzir impactos tributários, econômicos, ambientais e sanitários. Para a ANP, o enfrentamento do problema exige fiscalização mais eficiente e capacidade de rastrear a origem e a circulação dos combustíveis. A preocupação com a saúde pública acrescenta uma nova dimensão ao debate e reforça a importância de garantir que os produtos comercializados no país atendam aos padrões de qualidade e segurança estabelecidos.

Leia também