Brasileiro ganha prêmio da UNESCO por pesquisas em ética da IA

Professor da UFMG é um dos laureados do prêmio inaugural para estudos em inteligência artificial

O professor Virgílio Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi escolhido como vencedor do Prêmio UNESCO-Uzbequistão para Pesquisa Científica sobre Ética na Inteligência Artificial, anunciado pela UNESCO nesta sexta-feira. Ao lado de outros dois pesquisadores internacionais, ele foi reconhecido por seu trabalho voltado à governança das redes de internet, à inteligência artificial e à regulamentação de algoritmos. 

Foto: Reprodução | Freepik | Imagem ilustrativa
Inteligência artificial

Com longa carreira, Almeida participou da formulação de políticas públicas como o Marco Civil da Internet no Brasil e dedicou estudos à forma como a IA impacta o comportamento humano, a desigualdade social e as instituições democráticas.  A distinção marca não apenas um reconhecimento individual, mas destaca o engajamento brasileiro nos temas de ética tecnológica e justiça digital no cenário global.

O prêmio inaugural, criado em 2024 em parceria entre UNESCO e o governo do Uzbequistão, visa estimular pesquisas que promovam usos responsáveis e equitativos da inteligência artificial em sociedades diversas.Por meio de edital internacional, especialistas avaliaram projetos que abordam os dilemas éticos da IA, e o trabalho de Almeida foi aprovado por unanimidade.

Para ele e para a comunidade acadêmica brasileira, o prêmio reforça a importância da ética na tecnologia. O governo do Brasil afirmou que a conquista “reflete o compromisso com a governança inclusiva e o uso responsável das tecnologias digitais como ferramentas de desenvolvimento socioeconômico”. 

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