A escalada das tensões no Oriente Médio está causando uma queda nos mercados globais nesta segunda-feira, ao mesmo tempo em que o preço do petróleo ultrapassa a marca dos US$ 110 por barril. A incerteza sobre o fornecimento global de energia está aumentando a cautela entre investidores, mantendo os rendimentos dos títulos públicos elevados.
Por volta das 8h20, o petróleo Brent, principal referência internacional, registrava alta de 1,08%, sendo negociado a US$ 110,44 por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, também subia 0,95%, alcançando US$ 106,42.
Enquanto isso, os contratos futuros do S&P 500 mostravam uma queda de 0,45%, indicando uma possível sequência negativa para o índice neste mês. Na Europa, o índice Stoxx 600 recuava 0,49%, com impacto maior nos setores de consumo e automotivo.
O aumento no preço do petróleo ocorre em meio à continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã. As negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz continuam sem avanços significativos. Além disso, um ataque com drones a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos aumentou ainda mais a aversão ao risco entre os investidores.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump intensificou sua retórica contra Teerã durante o fim de semana. Esta pressão geopolítica se soma aos temores inflacionários e às expectativas sobre as próximas ações do Federal Reserve em relação à política monetária.
No campo corporativo, as ações da UnitedHealth Group caíram após a venda de participações por parte da Berkshire Hathaway. Em contraste, empresas ligadas ao setor espacial tiveram ganhos após Elon Musk mencionar planos para abrir o capital da SpaceX.
No Brasil, estima-se que a alta do petróleo possa aumentar a arrecadação em R$ 40 bilhões este ano. Os mercados operavam assim às 8h50: