Cerca de 20% das pessoas podem carregar um fator hereditário oculto que aumenta o risco de complicações cardíacas, mesmo com níveis normais de colesterol em exames convencionais. A partícula Lp(a), ou lipoproteína(a), tem sido associada a um maior risco de AVC e morte cardiovascular, segundo a Society for Cardiovascular Angiography and Interventions.
Os achados foram divulgados durante as Sessões Científicas SCAI 2026, após análise de mais de 20 mil pacientes dos estudos ACCORD, PEACE e SPRINT, realizados pelo NIH. As pesquisas revelaram que níveis elevados dessa partícula aumentam significativamente os riscos cardiovasculares.
A pesquisa acompanhou adultos com mais de 40 anos por quase quatro anos, monitorando eventos graves como infarto e AVC. Participantes com níveis de Lp(a) iguais ou superiores a 175 nmol/L apresentaram 31% mais risco de eventos cardiovasculares graves e até 64% mais risco de AVC.
A detecção precoce desse fator genético pode ser feita através de um simples exame de sangue. O cardiologista Subhash Banerjee destaca que essa identificação pode auxiliar no controle agressivo de outros fatores como colesterol LDL e hipertensão. Além disso, novos tratamentos focados na Lp(a) estão sendo desenvolvidos.