A Receita Federal anunciou um marco histórico na arrecadação do governo federal em abril, alcançando R$ 278,823 bilhões, um aumento real de 7,82% em relação ao mesmo período do ano passado. Este valor representa o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica em 1995, marcando o oitavo recorde consecutivo.
De janeiro a abril deste ano, a arrecadação acumulou R$ 1,056 trilhão, superando em 5,41% os números corrigidos pela inflação do primeiro quadrimestre de 2025. Este também é um recorde para o período.
Os tributos administrados pela Receita Federal cresceram 7,31% em termos reais no mês de abril, totalizando R$ 258,779 bilhões. Já as receitas administradas por outros órgãos tiveram um incremento significativo de 14,89%, alcançando R$ 20,044 bilhões. Entre os fatores que impulsionaram este crescimento estão os royalties do petróleo.
O aumento na arrecadação foi impulsionado por uma alta de R$ 4,6 bilhões nas receitas de Imposto de Renda de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), representando um crescimento de 7,7%. As contribuições previdenciárias também subiram R$ 2,9 bilhões devido ao aumento da massa salarial e à redução da desoneração da folha.
Destacam-se ainda os ganhos com Imposto de Renda sobre ganhos de capital (25,4%), PIS/Cofins (5,3%) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja elevação das alíquotas resultou em um acréscimo de 30,3% frente a abril do ano anterior.
Setorialmente, a indústria de extração de petróleo e gás liderou com uma arrecadação de R$ 11,4 bilhões em abril — uma impressionante alta de 541% comparado ao mesmo mês do ano passado. Entidades financeiras contribuíram com R$ 30,6 bilhões (+20,4%), enquanto o comércio atacadista recolheu R$ 18,8 bilhões (+10,7%).