A Argentina garantiu um novo desembolso de US$ 1 bilhão do Fundo Monetário Internacional (FMI), aprovado na última quinta-feira. Essa liberação faz parte de um pacote maior, que totaliza US$ 20 bilhões, acordado há um ano.
O aval veio após a segunda revisão do Acordo de Facilidades Estendidas (EFF), uma linha de crédito do FMI para países com desequilíbrios estruturais. O conselho executivo da instituição considerou satisfatório o progresso das políticas econômicas argentinas.
Apesar dos desafios econômicos enfrentados tanto internamente quanto externamente, o FMI destacou a solidez na implementação das medidas fiscais e monetárias adotadas pelo governo argentino, mesmo com a meta para acúmulo de reservas internacionais não sendo totalmente alcançada.
Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, elogiou os avanços na estabilização macroeconômica sob a liderança do presidente Javier Milei. As políticas implementadas têm como objetivo principal o fortalecimento da economia orientada ao mercado.
A atual administração argentina adotou medidas de austeridade fiscal, incluindo cortes em subsídios e programas sociais, gerando protestos em várias regiões. No entanto, isso não impediu que o governo ampliasse sua base política no Congresso.
No mandato de Milei, a inflação anual foi reduzida significativamente, passando de 117% em 2024 para 31% em 2025. Além disso, o país atingiu superávit fiscal e aprovou reformas estruturais importantes, como a trabalhista.
O FMI enfatizou a necessidade do governo argentino manter uma resposta rápida frente aos riscos que possam impactar as metas do acordo firmado.