O aumento dos casos de stalking no Piauí tem acendido o alerta de autoridades e especialistas em segurança pública diante da escalada de episódios de perseguição, ameaças e monitoramento de vítimas. Reportagem exibida pela TV Alepi mostra que as notificações relacionadas ao crime vêm crescendo nos últimos anos no estado.
Os registros incluem contatos insistentes, mensagens repetitivas, criação de perfis falsos em redes sociais e perseguições presenciais. Em muitos casos, a prática começa no ambiente virtual e evolui para situações consideradas de maior risco à integridade física e emocional das vítimas.
A reportagem relata o caso de uma mulher que passou a ser perseguida após o término de um relacionamento. Mesmo após bloquear o ex-companheiro nas redes sociais, ela continuou recebendo mensagens indiretas e percebeu sinais de monitoramento de sua rotina, situação que provocou medo constante e insegurança.
Especialistas ouvidos pela TV Alepi afirmam que o stalking precisa ser tratado como uma forma grave de violência, especialmente por estar frequentemente associado a casos de violência doméstica e a crimes que podem anteceder episódios mais extremos, incluindo feminicídios.
As autoridades orientam que vítimas reúnam provas das perseguições, como mensagens, registros de ligações, capturas de tela e testemunhos, além de formalizar denúncias e solicitar medidas protetivas quando houver ameaça à segurança.
O crime de perseguição foi incluído no Código Penal brasileiro em 2021 e prevê pena de prisão para quem ameaça a liberdade ou a integridade psicológica de outra pessoa por meio de perseguição reiterada.