O governo dos Estados Unidos pretende intensificar o combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), organizações criminosas brasileiras recentemente classificadas por Washington como grupos terroristas globais. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (1º) pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson.
Em entrevista à CNN Brasil, Roberson declarou que o presidente Donald Trump tem como objetivo eliminar as duas facções e que a estratégia faz parte de uma política mais ampla de enfrentamento ao crime organizado transnacional.
Segundo a representante do governo americano, Trump determinou desde o início do mandato o uso de todos os instrumentos disponíveis para combater grupos criminosos considerados ameaças à segurança dos Estados Unidos e de outros países da região.
A declaração ocorre poucos dias após o Departamento de Estado anunciar a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de "Terroristas Globais Especialmente Designados". A medida, assinada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, passa a vigorar em 5 de junho.
No comunicado oficial, o governo norte-americano descreve as duas facções como algumas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. O documento afirma que os grupos possuem milhares de integrantes e estão envolvidos em ataques contra agentes de segurança pública, autoridades e civis.
A decisão provocou repercussão no Brasil e abriu debate entre integrantes do governo, parlamentares e especialistas sobre os possíveis efeitos da classificação para a cooperação internacional no combate ao crime organizado e para as relações diplomáticas entre os dois países.
Apesar da medida, autoridades brasileiras destacam que o enfrentamento às facções continua sendo conduzido pelas instituições nacionais, enquanto a cooperação internacional permanece baseada em acordos de segurança e compartilhamento de informações.