O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que matou a namorada em Vitória, era alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por importunação sexual e poderia ser demitido da corporação. O procedimento, instaurado em 2025 pela Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal no Rio de Janeiro, estava em fase final de conclusão.
A investigação interna foi aberta após denúncia envolvendo uma ex-agente. Oficialmente, o policial era apurado por suposta prática de incontinência pública e conduta escandalosa no ambiente de trabalho. Segundo a corporação, medidas administrativas foram adotadas à época para evitar contato entre os envolvidos.
Diego ingressou na PRF em 2020 e estava lotado na delegacia de Campos dos Goytacazes (RJ). A expectativa, conforme fontes ligadas ao processo, era de que o desfecho do PAD pudesse resultar na demissão do servidor.
O caso ganhou repercussão após o policial matar a namorada, Dayse Barbosa, de 37 anos, comandante da Guarda Municipal de Vitória. De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo, o crime ocorreu durante a madrugada, na residência da vítima.
As investigações apontam que Diego invadiu o imóvel utilizando uma escada e surpreendeu Dayse enquanto ela dormia. Ela foi atingida por cinco disparos na cabeça. Após o crime, o policial tirou a própria vida dentro da casa.
A principal linha de apuração indica que o homicídio pode ter sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. Segundo a polícia, há indícios de premeditação, e relatos de familiares apontam que o agente apresentava comportamento possessivo e controlador.
Os celulares da vítima e do autor foram encaminhados para perícia, com o objetivo de esclarecer a dinâmica e a motivação do crime. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher de Vitória.