O ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, articula um acordo de delação premiada e pretende solicitar transferência do Complexo da Papuda para a sede da Polícia Federal em Brasília. A estratégia faz parte da nova linha de defesa adotada após a troca de advogados.
O caso também está sob análise do Supremo Tribunal Federal, onde a Segunda Turma avalia a manutenção ou revogação da prisão preventiva do executivo. O julgamento, iniciado nesta semana, registra até o momento dois votos favoráveis à continuidade da detenção, com prazo para conclusão até sexta-feira (24).
Paulo Henrique Costa foi preso sob acusação de ter recebido cerca de R$ 146 milhões em propina para favorecer interesses do Banco Master em negociações com o BRB. As investigações apontam para irregularidades que teriam causado prejuízos relevantes à instituição financeira.
Paralelamente às tratativas jurídicas, acionistas do banco aprovaram a ampliação do capital social em até R$ 8,8 bilhões, como forma de recompor perdas relacionadas às operações investigadas. O governo do Distrito Federal também atua para garantir recursos que permitam manter sua posição como acionista majoritário.