Oruam, mãe e irmão são alvos de operação contra o Comando Vermelho no RJ

O rapper e familiares são considerados foragidos. Ação tem como objetivo combater um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realiza, na manhã desta quarta-feira (29), uma operação para atingir o núcleo financeiro do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. A ação tem como foco a investigação de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

Foto: Reprodução
O artista, a mãe e o irmão são considerados foragidos pela polícia

Entre os alvos estão o rapper Oruam, a sua mãe Márcia Nepomuceno e o irmão Lucas Nepomuceno. Segundo a polícia, os três são considerados foragidos. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços localizados nos bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na zona oeste da capital.

Durante a operação, um homem identificado como Carlos Alexandre Martins da Silva foi preso. De acordo com os investigadores, ele atuaria como operador financeiro ligado a um dos alvos da ação.

As apurações tiveram duração de cerca de um ano e se basearam na análise de dados obtidos em dispositivos eletrônicos, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras. A investigação aponta para a existência de um sistema estruturado de movimentação de recursos, com etapas de recebimento, distribuição e reinserção de valores no sistema econômico.

Segundo a polícia, os valores provenientes do tráfico eram repassados a operadores que realizavam a fragmentação do dinheiro por meio de contas de terceiros, além de utilizá-los para pagamento de despesas e aquisição de bens. Também foram identificadas movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

O inquérito também identificou trocas de mensagens entre Carlos Costa Neves, conhecido como “Gardenal”, apontado como liderança da facção, e um miliciano. As conversas, segundo os investigadores, indicam a atuação de Márcio dos Santos Nepomuceno como uma das lideranças do grupo, mesmo estando preso.

A ação integra a “Operação Contenção”, estratégia do governo estadual voltada ao enfrentamento da organização criminosa. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis empresas utilizadas no esquema.

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