Condenados por mortes em presídio de Teresina somam 62 anos de prisão

Crime ocorreu em 2024 dentro de celas e teve motivação ligada a facções rivais

Três detentos foram condenados pela Justiça do Piauí pelo assassinato de dois internos dentro da Penitenciária Professor José de Ribamar, em Teresina. As sentenças foram proferidas na terça-feira (28) e, somadas, chegam a 62 anos de prisão. O caso, ocorrido em abril de 2024, ganhou repercussão pela violência empregada e pelas circunstâncias dentro da unidade prisional.

Foto: Divulgação/Sejus

Os réus Mateus de Sousa Lima e Josué Cesar Pimentel Barroso receberam penas de 22 anos e 8 meses cada, enquanto Iuren Henrique dos Santos Ferreira foi condenado a 16 anos e 11 meses. De acordo com o Ministério Público do Piauí, os jurados reconheceram qualificadoras como motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

As vítimas, identificadas como Iwalks da Silva Santos e Alessandro Krysttyan da Silva Santos Passos, foram mortas dentro das celas. As investigações apontaram que os crimes foram cometidos com extrema violência, incluindo golpes e agressões físicas graves. Laudos periciais indicaram que um dos detentos teve a mandíbula quebrada, reforçando a brutalidade da ação.

Segundo a Polícia Civil, os assassinatos teriam sido motivados por conflitos entre facções criminosas, após as vítimas manterem contato com integrantes de um grupo rival. Durante o inquérito, 12 detentos chegaram a ser apontados como suspeitos, mas apenas três foram levados a julgamento e condenados. A apuração também revelou tentativas de ocultar provas, como a limpeza da cela e dos corpos após o crime.

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