Pedido de condenação de Bolsonaro provoca reações entre políticos brasileiros

PGR pede condenação do ex-presidente e provoca debates acalorados entre deputados e ministros

A Procuradoria-Geral da República (PGR), liderada por Paulo Gonet, apresentou na noite de segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais na ação penal contra Jair Bolsonaro e outros sete réus, acusados de organizar uma tentativa de golpe de Estado. Além do ex-presidente, figuram na denúncia ex-ministros, um ex-comandante da Marinha e assessores próximos, todos envolvidos no chamado "núcleo 1" da trama golpista. A PGR pede a condenação dos acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros.

Foto: Reprodução
Jair Bolsonaro.

A repercussão entre os políticos foi imediata e polarizada. Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais, reforçou nas redes sociais que o processo “demonstra que o Brasil repudia golpes contra o regime democrático”. Já Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, questionou a legitimidade do pedido da PGR e afirmou que, caso seu pai fizesse parte de uma quadrilha, a condenação seria certa, insinuando parcialidade. Flávio Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, criticou duramente o procurador Paulo Gonet, chegando a sugerir que ele havia tomado “altas doses de Diazepam” para pedir a condenação.

Do lado do governo Lula, a resposta foi de apoio à PGR. O ministro Paulo Teixeira destacou que o pedido “faz jus aos autos do processo, repletos de provas”, reafirmando a força das instituições brasileiras. O líder do governo na Câmara, José Guimarães, também comemorou o avanço das investigações, afirmando que “democracia e soberania são sólidas e inegociáveis”. Por outro lado, membros do Partido Liberal defenderam Bolsonaro, com ironias sobre a acusação de “trama golpista” e questionamentos sobre a existência de provas.

Parlamentares de outras legendas também se posicionaram, como o deputado Nikolas Ferreira, que considerou o pedido da PGR exagerado, e Guilherme Boulos, que apoiou a iniciativa e pediu que a Justiça seja feita. A ação no STF caminha para um julgamento que promete marcar o cenário político brasileiro, refletindo o acirramento entre defensores da democracia e apoiadores do ex-presidente Bolsonaro.

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