Zambelli busca apoio na Itália para impedir extradição ao Brasil após condenação

Deputada tenta apoio político e pleiteia exílio sob alegações de perseguição e saúde frágil

A deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsificação de documentos, tenta evitar sua extradição do território italiano. Desde junho na Itália, Zambelli iniciou articulações com parlamentares conservadores locais, buscando apoio político para cumprir pena fora do Brasil.

Foto: Câmara dos Deputados
A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) e o vice-premiê da Itália, Matteo Salvini

Um dos principais alvos de aproximação da parlamentar foi Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro da Itália e braço direito da primeira-ministra Giorgia Meloni. Com forte influência no governo e histórico de relações com a família Bolsonaro, Salvini demonstrou disposição em visitar Zambelli na prisão em Roma nesta quinta-feira (31), o que sinaliza uma possível tentativa de respaldo político ao pleito da brasileira.

Além das articulações com líderes conservadores, a mãe de Zambelli chegou a enviar uma carta diretamente à primeira-ministra Meloni, em uma ação paralela para mobilizar apoio à causa. A deputada também tem usado sua estadia na Itália para reforçar críticas internacionais ao STF, alegando ser vítima de perseguição política por suas ações e posicionamentos públicos no Brasil.

A defesa da deputada utiliza três principais argumentos para barrar a extradição: perseguição política, estado de saúde considerado frágil e a cidadania italiana, que ela possui. Mesmo assim, o governo brasileiro já deu início ao processo de extradição junto às autoridades italianas, o que pode desencadear um embate diplomático entre os dois países.

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