Com o fim do recesso informal, o Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta semana em meio a pressões da oposição pela votação da anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado e pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, não há sinalizações de que esses pleitos avancem. Tanto a Câmara quanto o Senado indicam que manterão a estabilidade institucional e rejeitarão interferências externas, apesar das investidas de parlamentares do PL, como Eduardo e Flávio Bolsonaro.
Entre as prioridades do Legislativo e do governo Lula para o segundo semestre está o projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil. A proposta também prevê redução parcial para rendas de até R$ 7.350 e cria uma alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. A pauta é tratada como estratégica para o Palácio do Planalto e deve ser levada ao plenário da Câmara nas próximas semanas.
Outra medida relevante para o governo é a MP 1.303/2025, conhecida como MP “BBB”, que trata da taxação de apostas on-line (bets) e de títulos como a LCA. A ministra Gleisi Hoffmann, durante convenção do PT, afirmou que é hora de “taxar bilionários” e criticou o sistema tributário que recai sobre os trabalhadores. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será ouvido sobre o tema na próxima quarta-feira (6).
Além disso, devem entrar em pauta as cassações de parlamentares como Eduardo Bolsonaro e Glauber Braga, bem como projetos que limitam os poderes do STF. Outros temas polêmicos também poderão avançar, como a regulamentação da mineração em terras indígenas e a reforma administrativa. Já o centrão mantém distância das pautas ideológicas da oposição, focando em articulações eleitorais e negociações mais pragmáticas com o governo.