A Lei Geral do Licenciamento Ambiental (LGLA), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 63 vetos em 8 de agosto, gerou intensa mobilização nas redes sociais. Segundo levantamento da Quaest, o debate online foi marcado por uma maioria de reações negativas, impulsionadas por críticas ao Projeto de Lei 2.159/2021, apelidado por opositores de “PL da Devastação”. O monitoramento abrangeu o período de 1 a 11 de agosto, revelando que palavras de ordem como “Veta tudo Lula” se espalharam com força.
O ápice da discussão ocorreu no próprio dia da sanção presidencial, com cerca de 10 mil menções registradas. A Quaest apontou que o sentimento negativo já vinha crescendo desde a tramitação no Senado, em maio, quando atingiu 70% das interações, contra 19% positivas e 11% neutras. A aprovação gerou reações polarizadas, com forte engajamento em torno de preocupações ambientais e críticas à flexibilização de regras para o licenciamento.
Durante os dias analisados, o debate alcançou mais de 50 milhões de usuários diariamente, reforçado pela participação de figuras públicas e influenciadores digitais. Entre eles, a cantora Anitta, que classificou o projeto como um “absurdo”, ajudando a ampliar o alcance das críticas. A mobilização também contou com ativistas, ambientalistas e parlamentares contrários à nova legislação.
Após a sanção, três narrativas principais se destacaram nas redes: a de apoiadores da lei que criticaram os vetos; a de quem aprovou os vetos parciais; e a de insatisfeitos que defendiam o veto integral. O estudo indica que a LGLA segue como um dos principais temas ambientais em pauta no cenário digital brasileiro, com potencial para manter o debate aceso nos próximos meses.